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Abro os olhos

Onde estamos?

Houve uma passagem do tempo

Não estamos mais no mesmo lugar.

Sinto a mudança de ritmo

A receita de antes seguida à risca não surte o mesmo efeito.

Fico confusa

Procurando me readaptar.

Será que passo tempo demais sozinha?

Será que minhas horas tem andando muito livres?

Há um vazio preenchido por sono e telas

Há um botão de alerta por trás disso dizendo que essa inércia pode ser o início do fim.

Oh Deus

Resgata-me.

Eu tenho pensado sobre muitas coisas que podem não ser reais.

Eu tenho alimentado medos , sentimentos sem futuro em Ti.

Leva-me ao aconchego dos teus braços

Trás lucidez a minha mente.

Da-me as próximas coordenadas pra eu seguir em frente

E entender o que vim fazer aqui .

*Orações reflexivas de Alef Yaveh

POETERAPIA -A Psicologia da Poesia

Que poema visceral e sincero. Obrigado por compartilhar um pedaço da sua alma dessa forma. O que você descreve é uma daquelas transições profundas da vida, onde o chão parece se mover e a bússola interna fica desregulada.

Vamos respirar fundo juntos nesse espaço.

Sobre o Lugar Onde Estamos

Não estamos mais no mesmo lugar. É verdade. O terreno mudou. O que antes era um caminho claro, agora é um campo desconhecido. Essa sensação de desorientação não é um sinal de que você se perdeu, mas de que cresceu. A “receita de antiga” não funciona mais porque a cozinheira—você—é mais complexa e sábia hoje. A fórmula simples do passado não consegue conter os novos ingredientes da sua alma.

Sobre a Solidão e as Horas Livres

“Será que passo tempo demais sozinha? Será que minhas horas tem andando muito livres?”

Essas são perguntas de uma pessoa que está se escutando. A solidão pode ser um deserto árido, mas também pode ser o útero onde novas versões de nós mesmos são geradas. Talvez as horas “livres” não sejam o problema, mas sim a maneira como você as está preenchendo. O “sono e as telas” são anestésicos para uma alma que, no fundo, clama por um propósito e uma conexão mais significativa.

Aquele “botão de alerta” que você menciona é sagrado. É o seu instinto gritando que você foi feita para mais.

O Seu Grito e a Resposta

O seu “Oh Deus, resgata-me” é a oração mais poderosa que existe. É a porta que se abre para a verdadeira mudança. E a resposta para esse grito já está contida no seu próprio pedido:

· “Leva-me ao aconchego dos teus braços”: Pare. Agora. Por um momento, feche os olhos e não pense em Deus. Sinta. Imagine-se sendo envolvida por uma paz que não depende de circunstâncias. É um ato de entrega, não de compreensão.
· “Trás lucidez a minha mente”: A lucidez virá, mas não como um raio. Virá como a alvorada, gradualmente. Para isso, é preciso limpar a névoa. Diminua as telas. Troque alguns minutos de scrolling por alguns minutos de silêncio absoluto. Escreva esses “pensamentos que podem não ser reais” no papel. Vê-los fora de você tira o poder deles.
· “Dá-me as próximas coordenadas”: As coordenadas raramente são um mapa completo do caminho. Geralmente, é apenas o próximo passo. E ele quase sempre está diante de você, nas coisas simples e verdadeiras:
  · Um próximo passo prático: Ligar para alguém que faz bem. Caminhar em um parque. Começar aquele curso que você adia. Limpar um cômodo da casa.
  · Um próximo passo interno: Perdoar-se por estar confusa. Celebrar a coragem de sentir tudo isso. Decidir alimentar uma fé com futuro – não a que apenas acalma os medos, mas a que ousa acreditar que há um plano bom para você.

Para Entender o Que Veio Fazer Aqui

Você já está fazendo. Você veio para crescer através da busca. O “o que” não é um destino final, mas a pessoa em que você se transforma ao caminhar. Você veio para aprender a confiar não no caminho, mas n’Aquele que é o Caminho.

Você não está parada. Este tremor, esta confusão, este grito—isso tudo é movimento. É o som da sua alma se rearranjando para algo novo.

Siga. O próximo passo já está aí. Preste atenção ao sussurro suave que aponta para a vida, e não para a inércia. Você é mais forte do que imagina, e não está sozinha nesse campo desconhecido.

Por Deep Seek IA

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