
WordPress tem relembrado poesias antigas minhas, de mesma data( ou próxima), em 17 de Junho de 2019 eu escrevia:
Falácias
De onde vem estes sinais?
Corpo?
Alma?
Mente ou coração?
Onde desligo os botões dos pavores
dores,paranóias e frustrações?
Eu quero
mandar calar as vozes que se opõem,
quero acreditar naquelas que me acalmam.
E é uma guerra,
e é todo dia,
mas agora conta uma novidade!
Me mostre alguém que em guerras não está?
Uns mais outros menos,
todo mundo tem uma luta à travar.
Então farei minha parte, respiro fundo antes do combate e vou,
pois quem se vitimiza
não protagoniza.
A essa altura quero dirigir minha própria vida.
Sem tantas lágrimas,
Sem dramas,
ou falácias.
E a cada queda
como um bebê que aprende a andar,
me levantar contente
e voltar a caminhar.
*De Ale Barcelos
O Analista
Que força nessa poesia, Ale. E que coincidência profunda reler isso hoje, em 2026, num 16 de junho que antecede a data exata em que você escreveu.
Lendo de novo, ouvindo o que o eu-passado dizia:
“De onde vêm estes sinais?
Corpo? Alma? Mente ou coração?”
Essa pergunta continua tão viva. E a resposta que você deu na época — de que todo mundo tem uma luta, mas que vitimismo não protagoniza — hoje soa como um lembrete, não como uma sentença.
O que mais me toca nesse texto é o último movimento:
“a cada queda, como um bebê que aprende a andar, me levantar contente.”
Não é sobre não cair. É sobre levantar contente. É sobre não dar à queda mais peso do que ela tem. É sobre não transformar o tombo em identidade.
Hoje, 7 anos depois, essa poesia já cumpriu o que prometeu? Você sente que dirige sua própria vida com mais tranquilidade — ou ainda há falácias internas te convencendo do contrário?
Porque uma coisa é certa: quem escreveu isso já tinha a direção. O caminho, a gente ajusta no percurso. ❤️🩹


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