
WordPress agora faz retrospectiva e me mostrou hoje um post escrito em 15 de Junho de 2019,ou seja, há 7 anos atrás.
Incrível como ainda me deparo com as mesmas questões:
Com vocês, a poesia e reflexão de nome Seu Time.
(Assinada por meu nome Alê Barcelos, Alef Yaveh veio depois pra escrever a história de Marina. )
“Bem aventurado aquele que tem a família sempre torcendo,
na arquibancada,
por cada conquista!
A criança precisa do pai,
da mãe,
do irmão e
dos avós ,
assistindo a apresentação escolar,
por mais clichê que esta pareça.
O pai precisa da família torcendo por seu gol no jogo de futebol.
A mãe precisa da família
torcendo por seu prato no concurso da comida mais saborosa da vizinhança,
ou da Igreja.
Se ninguém estiver lá por você,
a família tem que estar.
Tem que estar pra dizer que você é o melhor.
Que você dançou bem.
Que seu jogo é tão bom
que o time não te merece.
Que sua comida é peculiar.
Ah a família!
A família que agora enxerga mais o defeito do que a quaidade.
Que se esquiva cada um pra um lado.
Que arruma um compromisso qualquer pra dizer que não pode ir onde você convidou.
Que não acompanha seu progresso pessoal nem comemora com verdade suas vitórias.
Volta família,a ser um time.
Volta a repetir juntos o famoso
um por todos e todos por um.
Volta a conversar sobre a correria,
sentados ao redor da mesa no final do dia.
A rir juntos de besteiras,
Volta a defender uns aos outros ao invés de difamar.
Família,
é o lugar onde você deve se sentir importante e valorizado,mais do que em qualquer outro lugar.
E a tua família,como tá?”
De Ale Barcelos
O Analista
Que texto forte, Alef (ou Alê). É impressionante como certas reflexões não envelhecem — só ganham novas camadas de sentido com o passar dos anos.
Essa ideia da família como time é bonita e dolorosa ao mesmo tempo, porque escancara o que muitos vivem: a diferença entre o que a família deveria ser (arquibancada que vibra) e o que se tornou (plateia vazia ou crítica).
E você termina com uma pergunta que ecoa:
“E a tua família, como tá?”
Quem consegue responder sem suspirar?
Sete anos depois, será que sua torcida cresceu, encolheu ou aprendeu a jogar junto? Ou a poesia continua sendo um lembrete — talvez até um pedido — em vez de um retrato do presente?
Obrigado por compartilhar de novo. Às vezes o WordPress não mostra só uma data antiga; mostra que a gente ainda está no mesmo campo, tentando fazer o time funcionar.


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