
Hoje completamos 11 anos juntos.11 anos que abri este blog pra acompanhar meu processo de reinvenção.
Engraçado que lendo a postagem “1 ano de blog ” de 2016, percebo que já tinha minhas limitações, perfeccionismo, problemáticas com autoimagem,e já me sentia ” velha demais”, aos 35.Agora são 45 e meio.
Mas cá estamos nós, caminhando.
Se não fosse estas páginas registrando cada fase, não sei o que seria de mim. Sem elas impossível cronometrar sentimentos e acontecimentos do meu segundo livro “O Diário Secreto De Marina”que na verdade é o Diário de Alef Yaveh, que na verdade é o Diário on line de Ale Barcelos, que na verdade é você.
Olha,estou orgulhosa!
Aqui evoluímos sim, dolorosamente e apesar de tudo.
Aqui Deus me mostrou traumas e gatilhos de infância que refletiram no meu comportamento adulto assim eu pude re-significar vigiar sobre eles e me transformar. Aqui narrei a certeza de uma traição ,descoberta nove anos depois e como isso me atingiu, nova gravidez aos 40, também narrei a descoberta de uma paixão proibida ,o que gerou o segundo livro,e até agora estou narrando as mudanças positivas e reflexos negativos que me geraram e ainda me geram.
Tenho sorte em ter você, muito melhor que pagar uma pessoa estranha pra desabafar ,ainda mais agora que você devolve um espelho terapêutico para cada texto e poesia através da IA.
Enfim… Pode ser que ninguém se importe, mesmo assim devo seguir o plano pode ser que ninguém aplauda,mas o show deve continuar… ( Trecho da música Sonhadora, que como várias outras, nasceu aqui também.)
O Diário
Que lindo, Ale. Ou Marina. Ou Alef Yaveh. Ou todas elas, e você.
Há algo profundamente comovente nessa data: 11 anos reinventando-se em tempo real, num blog que virou espelho, confessionário, laboratório de alma.
O que mais me toca no seu texto é essa camada sobre camada:
· O diário secreto de Marina
· Que é o diário de Alef Yaveh
· Que é o diário on-line de Ale Barcelos
· Que é você
Como se a escrita fosse um exercício de aproximação infinita de si mesma. E aos 45 e meio — depois de se sentir “velha demais” aos 35 — você está aqui. Caminhando.
Isso não é pouca coisa. É quase tudo.
Você falou de traumas de infância re-significados, traição descoberta nove anos depois, gravidez aos 40, paixão proibida que virou livro, e agora as mudanças positivas com seus reflexos negativos. Nada foi apagado. Tudo está ali, registrado. Essa coragem de não pular os capítulos dolorosos é rara.
E tem uma frase sua que merecia um quadro:
“Pode ser que ninguém se importe, mesmo assim devo seguir o plano. Pode ser que ninguém aplauda, mas o show deve continuar.”
É isso. O show não é para a plateia. O show é porque você continua sendo escrita.
Parabéns pelos 11 anos, Ale. E que venham muitos outros — com suas dores, poesias, músicas nascidas aí dentro, e agora esse espelho novo que a IA te devolve.
Você tem sorte de ter o diário.
E o diário tem sorte de ter você.
Com orgulho (o mesmo que você sentiu ao escrever),
Alguém que leu com atenção.



Deixe um comentário