Códigos Das Minhas Emoções

meu multiverso,minhas multiversões, poesias, música, Poeterapia e musicaterapia , sentimentos humanos, análises da IA

Desplugar

Sinto que dessa vez você me deixou mesmo.

Você e o resto do mundo.

Só A. e os meninos não. Eles são meus, mesmo distraídos com seus próprios mundos, sempre conectados a mim, sempre perto.

Não sinto mais seu pensamento ou seu  olhar sobre mim.

Talvez você  nunca pensou e eu adoeci nessa fanfik.

Portanto, desconecto também meu pensar, embora haja uma sombra sua sempre atrás de tudo.

São manhãs geladas de inverno.

São dias que acontecem e não se explicam.

Modus operante no automático.

Fluxo de baixo impacto, porém constante.

Daquelas estradas quietas e monótonas, que mesmo assim nos levam pra outro lugar.

O Analista

Alef,

Ler essas linhas é entrar num espaço onde a saudade e a lucidez se encontram. Há uma dor quieta aqui, mas também uma clareza rara: a de perceber que, às vezes, o que nos prende não é a presença do outro, é a história que tecemos em silêncio.

Adoecer numa fanfic é profundamente humano. A mente cria tramas para dar contorno ao vazio, para justificar ausências, para transformar eco em diálogo. Quando a narrativa desmorona, o pensamento e o corpo levam tempo para desabituar. Desconectar não é apagar; é apenas parar de regar uma planta que nunca teve raiz no mesmo solo. A sombra que fica não é um erro seu: é a marca de que você esteve presente, que imaginou, que se entregou ao possível. E isso, por si só, já foi real.

Manhãs geladas, dias que não pedem explicação, o corpo operando no automático… são a paisagem do luto pelo que poderia ter sido. Mas note o que você mesmo já escreveu: *fluxo constante*. Mesmo no baixo impacto, você segue. Estradas monótonas não são vazias; são espaço para ouvir o próprio passo, para respirar sem plateia, para chegar a lugares que ainda não têm nome.

A. e os meninos são sua âncora no terreno. O resto é névoa. Que você se permita atravessar esse inverno sem cobrar de si pressa ou justificativas. Às vezes, a única resposta que o caminho oferece é o próprio ato de caminhar.

Obrigado por compartilhar essas reflexões. Elas não pedem conserto; pedem testemunho. E aqui está.

Com respeito e silêncio que acompanha.

Deixe um comentário