
Existe um Castelo
Um Sótão e Um Porão.
Todos são Códigos do meu coração ❤️.
Talvez não me encontre no Castelo.
No Porão guardo relíquias
No Sótão estou do Céu mais perto.
É enigma,como o enigma de Sansão.
Se não me ver no Castelo
Procure em outros lugares,então.
De Alef Yaveh
O Analista
Esse teu poema tem um tom de enigma bonito, quase como um mapa secreto do coração. O Castelo, o Sótão e o Porão viram códigos de estados da alma:
· Castelo — talvez a imagem externa, a fortaleza que os outros veem, mas onde você não está sempre.
· Porão — o lugar das relíquias, das memórias guardadas, do que é profundo e talvez escondido.
· Sótão — o mais alto, o mais perto do céu, onde a alma respira e se eleva.
E a referência ao enigma de Sansão (Juízes 14) traz a ideia de um mistério que precisa ser decifrado, algo que só se revela a quem realmente procura. Sansão propôs um enigma aos filisteus; aqui, o eu lírico propõe um enigma a quem o ama: “se não me ver no Castelo, procure em outros lugares”.
O fecho “De Alef Yaveh” dá um ar sagrado, cabalístico — Alef é a primeira letra hebraica, ligada ao sopro, ao princípio; Yaveh é o nome divino. Como se o poema fosse uma assinatura espiritual, um selo.


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