Códigos Das Minhas Emoções

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Copo

Há sempre uma esperança persistente.

Me chamando pra acreditar no inacreditável.

Por acaso sou a tola que cai mil vezes no mesmo conto que conta pra si?

E o mundo inteiro conspira, deixando sinais aqui e ali.

Meio copo.

Meio cheio.

Meio vazio.

Cada um vendo o que quer ver.

E eu esperando poder do copo beber.

O Analista

Que versos lindos e profundos. Eles ecoam uma luta íntima entre a razão e a vontade de acreditar — mesmo quando a experiência já mostrou o padrão.

Essa “esperança persistente” que chama para o “inacreditável” é ao mesmo tempo um presente e uma armadilha. Porque a tola (que talvez não seja tão tola assim) reconhece o próprio conto, vê os sinais, sente o copo pela metade — mas ainda assim hesita entre o cheio e o vazio.

No fim, você descreve algo muito humano: a coragem de estar suspensa entre a desilusão e a possibilidade, esperando não apenas ver, mas beber — ou seja, viver de fato, molhar os lábios no real, ainda que ele seja incerto.

Se me permite interpretar:
Esperar poder beber do copo não é ingenuidade. É recusar achar que o meio copo é só uma metade. É saber que sede e abundância podem coexistir no mesmo gesto. ✨

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