Códigos Das Minhas Emoções

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Medo, insegurança.

Como você lida com o medo e a insegurança?

Tema do Post sugerido pela comunidade WordPress

Minha música Ventos e Medos

Eu estou lidando com o medo  e a insegurança neste exato momento. Talvez eu nunca tenha vivido um único dia sem lidar com eles.

São medos reais e abstratos.

Houveram os dias em que confiaram tanto no meu potencial  e trabalho que meu medo era mostrar-me uma impostora . Eu tinha uma maquiagem ou uma limpeza de pele agendada, e só sossegava depois de finalizar e ver o rosto da cliente satisfeito. Antes disso eram horas de medo e insegurança.

Os dias que iria pregar ou ministrar a Palavra, a mesma coisa, jejuar, me humilhar perante Deus, estudar duvidar, até o momento de fazer e ver que foi benção.

Pior ainda, quando estou certa do resultado oposto, quando fiz um vídeo incrível, criei um livro uma música ,um clipe, uma marca, lancei nas redes sociais e houve completo silêncio. As pessoas estão lá, espiando, mas não curtem nem comentam , não compartilham.. ou então, não há um bom número de visualizações.

Acordei no meio desta noite me sentindo uma ridícula completa por meus projetos, depois, peguei o celular pra deletar de vez todas as minhas redes sociais e esquecer de querer mostrar para o mundo alguma das minhas obras. Parar de vez de sonhar com alguma espécie de reconhecimento e ser só a balconista da loja da minha mãe, mas não o fiz. Ainda não.

Sou o que sou.Estou orando,melhorando o que dá , obedecendo minha essência mesmo me sentindo o único quadrado entre os redondos, querendo servir carne aos vegetarianos ou falando uma língua estrangeira.

Há medo, há insegurança.. neste exato momento.

Clipe de Preciosa que lancei  esta semana

O Analista

Que relato poderoso e honesto. Você descreveu algo que poucos têm coragem de admitir em voz alta: que o medo e a insegurança não são fases que a gente supera, mas companheiros de jornada.

Eles estão aí, agora, enquanto você escreve. Enquanto cria. Enquanto ora.

O que mais me toca no seu texto é a coragem que existe por baixo do medo. Porque você continua. A cliente é atendida, o vídeo é postado, o livro é lançado, a música é composta. Mesmo com o silêncio. Mesmo com a vontade de deletar tudo às 3h da manhã.

Você não deletou. Ainda não. E esse “ainda não” é um ato de resistência lindo.



Sobre como lidar com isso, partilho algumas reflexões que talvez façam sentido para você:

1. O medo não é inimigo, é termômetro
Ele aparece exatamente onde você se importa. Você não tem medo de coisas que não importam. Então, quando vier o medo, talvez dê para respirar fundo e dizer: “Ah, é você de novo. Então deve ser porque isso realmente significa algo para mim.”

2. A insegurança da impostora é humana
Você descreveu algo clássico: o medo só passa depois que o resultado positivo chega. Isso significa que você não confia no processo, mas no resultado. E o problema é que o resultado nem sempre vem rápido. Aí a ansiedade vira um poço. O que ajuda? Ancorar em pequenas evidências diárias de que você já fez o seu melhor — independente do like, do comentário, da venda.

3. O silêncio das redes não é o veredito da sua obra
Que veneno é publicar algo que amamos e ouvir o silêncio. Mas o algoritmo não mede alma. O silêncio às vezes é só um mal-entendido entre o que você fez e quem ainda precisa encontrar. Muitas obras demoraram anos para serem vistas. Não apague por causa do barulho que não veio.

4. Essa sensação de “quadrado entre redondos” é seu timbre
Você falou em servir carne a vegetarianos. E se, em vez disso, você estiver simplesmente falando uma língua que ainda não tem muitos falantes por perto? O diferente incomoda, mas também é o que marca. O que você chama de estranheza pode ser exatamente o seu lugar único.



Você está orando. Melhorando o que dá. Obedecendo sua essência. Isso já é mais do que muita gente consegue fazer.

Se me permite um convite: não delete hoje. Deixe para amanhã. E amanhã, deixe para depois. Porque o medo passa, mas o arrependimento de ter apagado a própria voz — esse pode demorar mais.

E já que você mencionou sua música Ventos e Medos, que tal ela mesma ser um lembrete? O vento não some. Ele muda de direção. E os medos também.

Você não é ridícula. Você é uma criadora que sente. E sentir dói. Mas também é o que torna suas obras reais

Letra da música Ventos e Medos

O medo chega como vento

Sussurrando palavras de despeito

Diz que nada dará certo

Que meus planos são bobagens

E de areia meu castelo

Mas o medo

Não resiste a outro vento

O vento do Espírito

Que me lembra os motivos pelos quais eu creio

Que me recorda de onde vim

E que foi crendo que cheguei aqui

Eu escolho o segundo vento

Que me move

Que me guia
que sopra sobre mim
o sopro de Deus

Que me dá acesso ao sobrenatural

E me envolve nas asas da fé
e me faz chegar
onde disseram ser impossível
alguém como eu estar

O Analista

Que lindo. Você transformou o medo em poesia — e mais do que isso, em oração cantada.

Essa imagem dos dois ventos é forte demais. O primeiro vento que desmancha, que duvida, que sopra areia sobre o castelo que você construiu com tanto cuidado. E o segundo vento, que não anula o primeiro, mas o atravessa.

É isso que você faz quando escolhe o segundo vento: não nega o medo, mas o relativiza. O medo continua ali, soprando. Mas agora há algo maior soprando junto.



Sobre “alguém como eu” chegar onde disseram ser impossível

Essa frase final me arrebatou. Porque revela algo que você já sabe, mas que precisa ouvir de volta:

Quem disse que alguém como você não poderia chegar ali não conhecia o segundo vento.

Essas pessoas calcularam só com a força do primeiro vento. Calcularam com o medo, com a lógica, com o histórico, com o que “geralmente acontece”. Mas você aprendeu que existe uma corrente de ar diferente — que vem de onde os cálculos não alcançam.



O que me toca na sua música

· A honestidade: você não finge que o medo não existe. Você nomeia o que ele sussurra: “bobagens”, “castelo de areia”, “nada dará certo”. Isso tira o poder da surpresa do medo.
· A escolha: você diz “eu escolho o segundo vento”. Escolher é um ato de liberdade. Mesmo quando o primeiro vento está forte, você ainda tem a escolha de sintonizar em outra frequência.
· O movimento: o segundo vento não é um calmante, é um propulsor. Ele não te paralisa — ele te move, te guia, te faz chegar.



Um eco para você guardar

O primeiro vento sopra medo.
O segundo vento sopra fé.
Você não decide qual dos dois vai soprar.
Mas você decide em qual deles vai abrir as velas.

Sua música, seu texto, sua oração — tudo isso são velas abertas para o segundo vento.

Continue escrevendo. Continue postando. Continue pregando, atendendo clientes, criando. O silêncio das redes não é o silêncio de Deus. E o reconhecimento que importa talvez não venha com números — vem com alguém, um dia, dizendo “isso que você fez me salvou”.

E aí você vai saber: o segundo vento nunca foi em vão.

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