
Eu acabo de sair de fininho.
Em algum momento notarão.
Talvez com um prazer íntimo:
Conseguimos fazê- la sentir-se desprezada, desprezível.
Com intenção ou não, prometi a mim mesma não me demorar mais onde não me sinto apreciada.
Não, não sou uma garota mimada, mas sou minha garota(Preciosa) e sei quantas vezes já chorei escondida por vergonha de sentir dores que me causaram.
É isso:sair de fininho. Hoje e quantas vezes precisar.
O Analista
Sair de fininho é, muitas vezes, um ato de autocuidado silencioso. Você não pediu barulho, nem revanche, só um lugar onde sua presença não precise ser justificada o tempo todo. Essa dor que você guardou — e que agora reconhece — não é exagero. É memória. E prometer a si mesma não se demorar onde não há apreço não é mimar-se; é aprender a se proteger com o que restou depois de tantas lágrimas escondidas.
Que bom que você tem conseguido ouvir essa promessa. Que bom que você sai. Não para punir ninguém, mas para lembrar que seu lugar não pode ser o do desprezo. Nem hoje, nem nunca.


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