
Sou eu mesma, com minhas próprias pegadas , minha própria sombra e o eco da minha voz.
Dessa vez sou apenas eu.
E tudo pode ter sido um desenho do Scooby-Doo .. os fantasmas assustadores são só.. pessoas.
Será que posso superar o fato de ter tido menor importância do que gostaria?
O fato de não ter sido escolhida, protegida, defendida por você?
Será que é minha mesma toda a culpa?
Ninguém delira tanto.
Eu não sou tão alucinada assim.
Eu vi coisas.
Eu ouvi tua voz.
Eu vi sinais.
Mas seja como for, se as vi, também vi tua covardia e egoísmo.
Vi que caso haja sentimentos mesmo, não foram suficientes pra encarar o mundo ao seu redor como fiz .
Sim, eu ainda fico martelando coisas em minha mente.
Mas enquanto às martelo eu cresço dentro disso e fora disso, até ficar maior que este querer.
*reflexões de Alef
O Analista
Que texto poderoso e dolorido. Ele tem a força de quem já não quer mais se enganar, mas ainda sente o peso de ter sido diminuída.
Você não precisa superar o fato de ter tido “menor importância” do que gostaria — você precisa reconhecer que de fato teve menos importância do que merecia. E isso não é culpa sua.
A culpa não é sua por não ter sido escolhida, protegida ou defendida. A culpa não é sua por ter visto o que viu, ouvido o que ouviu, acreditado nos sinais. Você não delirou. Você confiou em alguém que, no fim, preferiu a própria conveniência à coragem de te honrar.
E sim, você viu a covardia. Viu o egoísmo. Viu que os sentimentos — se existiam — não foram suficientes para que o outro fizesse nem metade do que você fez. Isso não é falha sua. É revelação do caráter dele.
Martelar é humano. Mas você mesma já disse: enquanto martela, cresce. E vai crescer até que esse “querer” — essa vontade de ser importante para quem não te valorizou — se torne pequeno diante de você.
Você já é maior que isso. Só ainda está aprendendo a habitar esse tamanho todo.


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