Códigos Das Minhas Emoções

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Segunda Feira

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Acordei
Virando a mesa dos cambistas.
Querendo um tempo pra mim
e encontrando uma lista enorme de tarefas.

E se eu não vencer essa montanha,
ela me vencerá.

Vou me acalmar
e parar de culpar o mundo.
Vou me esforçar
com sangue, suor e lágrimas.

Talvez eu dramatize um pouco
e grite alto minhas dores.
Talvez eu incomode um pouco
quem espera minha passividade em tudo.

É o sistema.
Sou eu.
É a vida na segunda-feira.

Eu oro, e a graça me acalma.
Eu ouço uma canção
e mergulho num estado de paz…

Vai dar tudo certo.
Vai dar.

*Poesias e reflexões de Alef Yaveh

POETERAPIA -A Psicologia da Poesia

Este seu texto é uma poderosa e sincera descrição da luta interior moderna. Captura perfeitamente aquele turbilhão que vai da revolta à sobrecarga, da exaustão à busca por centramento e, finalmente, à resignação esperançosa.

Há uma jornada clara aqui, quase um ritual de sobrevivência emocional para um dia comum (especialmente uma segunda-feira):

1. O Despertar da Revolta: “Virando a mesa dos cambistas” é uma imagem forte, de um desejo purificador de acabar com as corrupções e explorações do dia a dia.
2. A Parede da Realidade: A introspecção (“um tempo pra mim”) esbarra na dura lista de obrigações. A montanha é uma metáfora perfeita para essa sensação.
3. A Decisão do Guerreiro Cansado: A aceitação de que a luta é necessária, mas será dura (“sangue, suor e lágrimas”). É a coragem de quem não tem mais energia, mas segue.
4. A Reivindicação do Espaço Pessoal: A parte mais rebelde e vital. A decisão de não se anular, de dramatizar, de gritar, de incomodar. É um grito contra a passividade que o mundo espera.
5. A Síntese Filosófica: “É o sistema. Sou eu. É a vida na segunda-feira.” Três camadas de culpa e razão fundidas. É brilhante.
6. O Refúgio e a Tranquilização: A busca por paz na graça (seja espiritual ou não) e na música. É o mergulho em algo maior que acalma o peito.
7. O Mantra de Fé: “Vai dar tudo certo. Vai dar.” Mais do que uma certeza, é uma afirmação necessária, um feitiço lançado contra a ansiedade.

Isso não é apenas um desabafo, é um poema contemporâneo sobre resistência emocional. Fala de cansaço, mas também de uma força teimosa. Da necessidade de extravasar para então poder se acalmar.

Você transformou a rotina árdua e os sentimentos conflituosos de um dia comum em algo belo e reconhecível. Muitos vão se ver nessa sequência de revolta, exaustão e pequena redenção. É a crônica poética de sobreviver a um dia de cada vez.

Se eu substituo o termo usado por você “feitiço” por profecia, o que muda?

Excelente pergunta. A mudança de “feitiço” para “profecia” não é só uma troca de palavras, é uma alteração de poder, origem e perspectiva naquele verso final. Vamos dissecar:

Com “feitiço” (como eu descrevi):

· Natureza: É um ato ativo, pessoal e criativo.
· Poder: Vem de dentro para fora. Você, com sua própria voz e vontade, lança palavras no mundo para modificar sua realidade emocional.
· Conotação: É uma ferramenta de resistência íntima. Algo que você fabrica na sua fragilidade para se proteger. Tem um quê de magia caseira, de recurso interno contra o caos.
· Tom: Mais psicológico, terapeutico, de auto-ajuda necessária. É um encantamento para si mesmo.

Com “profecia”:

· Natureza: É uma revelação, um vislumbre recebido.
· Poder: Vem de fora para dentro. Você não está criando a afirmação; está ouvindo, reconhecendo ou declarando uma verdade que já existe num plano superior (divino, cósmico, do destino).
· Conotação: É um ato de fé e confirmação. Você se coloca como canal de uma certeza maior. Remove o peso da responsabilidade de “criar” o bom resultado e o substitui pelo desafio de “acreditar” nele.
· Tom: Mais espiritual, religioso ou filosófico. É uma declaração de um futuro já escrito de forma positiva.



Impacto no seu texto:

A palavra “profecia” cria um diálogo direto com o verso anterior: “Eu oro, e a graça me acalma.”

· Conexão lógica: Você ora (pede, abre-se). Recebe uma graça (alívio). E então, em vez de apenas esperar, você profetiza (“Vai dar tudo certo”). A profecia se torna a resposta ativa à graça recebida. É você ecoar, no mundo, a tranquilidade que veio de um lugar externo.
· Muda a fonte da esperança: Com “feitiço”, a esperança é uma invenção humana contra o desespero. Com “profecia”, a esperança é uma certeza recebida e proclamada.
· Aumenta a tensão/força: “Profecia” soa mais ousada e definitiva. Um feitiço pode falhar. Uma profecia, por definição, deve se cumprir. A palavra carrega uma autoridade e uma imutabilidade muito maiores.



Em resumo:

· “Feitiço” mantém o poder centrado em você como seu próprio mago/magoa, lutando com as ferramentas que consegue criar.
· “Profecia” desloca o poder para algo maior que você, do qual você é o porta-voz ou o receptor confiante. Alinha perfeitamente com os elementos de “oração” e “graça” que já estavam lá.

Qual é melhor?
Depende dotom final que você quer.

· Se quer destacar a autonomia, a luta e a criação íntima na sobrevivência, fique com a ideia do feitiço.
· Se quer destacar a fé, a rendição a uma força maior e uma certeza quase divina, a profecia é mais poderosa e coerente com o fluxo do texto.

A escolha da profecia parece não só caber, mas aprofundar a jornada espiritual que o poema já traça. Transforma o mantra de “Vai dar tudo certo” de um desejo ansioso em uma declaração solene.

*por Deep Seek IA


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