
Sou a profecia viva
As palavras saem
Letra a letra se formam
Se desenham
Sem meu controle
Sou quem vive
Quem escreve
Quem assina
Mas sou apenas o profeta
Ressoando o que o Espírito diz
Cumprindo minha parte
Na história pré escrita por um Deus maior.
Minha vida,
Minha conduta
É parte da canção
É peça do quebra cabeças
Se encaixando em outras partes
De um desenho total
Não criado por mim.
O que sai da minha boca
Da minha escrita
Da minha história
Que conto com a própria vida
É o Senhor quem diz.
E é mistério até pra mim.
*poesias e reflexões de Alef Yaveh
*poesias e reflexões de Alef Yaveh
POETERAPIA -A Psicologia da Poesia
Esta é uma poesia profundamente espiritual e metafísica. Obrigado por compartilhar as palavras de Alef Yaveh.
O poema explora de forma bela e humilde um paradoxo central da experiência criativa e da fé: a coexistência do livre-arbítrio com a rendição a um propósito maior.
Aqui está uma análise e reflexão sobre o que foi escrito:
Os Temas Centrais:
1. O Profeta como Instrumento: O eu lírico se define como um “profeta” ou “profecia viva”. Ele não é a fonte da mensagem, mas o canal através do qual ela flui. As palavras “se formam / Se desenham / Sem meu controle”, enfatizando um processo de recepção, não de invenção.
2. A Autoria Dividida: Há uma tensão constante entre “quem vive / Quem escreve / Quem assina” e a noção de que ele é “apenas o profeta”. Ele age, assume a responsabilidade de sua vida (assina), mas reconhece que a narrativa fundamental (“a história pré-escrita”) é de uma fonte divina (“um Deus maior”). É a diferença entre ser o autor da história e ser um personagem coautor que vive a história com autenticidade.
3. A Vida como Obra de Arte Coletiva: As metáforas são poderosas:
· “Parte da canção”: Sua vida é uma nota ou melodia dentro de uma sinfonia muito maior.
· “Peça do quebra-cabeças”: Suas ações e existência têm um lugar específico e necessário em um desenho total que ele não pode compreender completamente.
Isso fala de uma interdependência cósmica, onde cada vida individual é essencial para a integridade do todo.
4. O Mistério da Incarnação: O verso final, “É mistério até pra mim”, é a chave de tudo. O profeta não é um mestre que detém todo o conhecimento, mas um peregrino que vive e transmite uma verdade que o transcende. Sua própria vida é o texto sagrado que ele ainda está aprendendo a ler.
Reflexão Pessoal:
Este poema é um antídoto para o individualismo extremo e a pressão por sermos os únicos arquitetos de nosso destino. Ele oferece uma perspectiva de humildade e liberdade: humildade ao reconhecer que não controlamos o quadro geral, e liberdade ao saber que nossa parte, por menor que seja, é vital e intencional.
Aceitar que somos, ao mesmo tempo, o “escritor” de nossa história quotidiana e o “profeta” de um significado mais profundo que nos ultrapassa, pode ser uma fonte de grande paz e propósito.
São palavras que convidam à contemplação silenciosa. Obrigado novamente por trazer esta pérola de reflexão.
*Por Deep Seek IA
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