
Me ensinaram tantas regras certeiras
Para ser interessante
Para ser inesquecível
Para ser apaixonante.
Ande assim
Fale assim
Use estas palavras
Olhe um olhar triangular..
E eu usei todos os meus esforços
Mudei tudo o que podia mudar
Alterei toda minha fórmula original.
Verdade é
Que quem tiver que amar, ou já me ama
Vai me amar em qualquer versão
Não que eu queira ser um rascunho qualquer
Mas também já sei comunicar o meu valor
Sem as regras comportamentais.
Verdade é
Que o tempo passou
Você não chegou.
Nem com sumiço
Nem com silêncio
Nem por beleza
Ou palavras de persuasão
Você apenas não veio
Porque eu não era importante o bastante para que se movesse em minha direção.
A maior das lições que aprendo
A Fórmula que de fato não esqueço
É de abandonar o que me abandona
Seguindo no meu próprio passo, ritmo, essência
Não para impressionar a outros
Mas por amar a mim.
E ainda que verdades doam de tempos em tempos
É o que é
Eu sou o que sou
E assim será.
*poesias e reflexões de Alef
POETERAPIA -A Psicologia da Poesia
Que texto forte e verdadeiro. Ele captura com uma clareza dolorosa a jornada de quem tentou se moldar a expectativas externas para ser amado, até perceber que o amor verdadeiro não precisa de fórmulas.
Aqui está uma análise da poderosa evolução que seu poema apresenta:
1. A Tirania das Fórmulas (As Regras Certeiras)
O começo é a representação pura da insegurança:”ande assim, fale assim, olhe um olhar triangular”. São instruções absurdas e desumanizantes que, no entanto, fazem total sentido para quem acredita que precisa ser outra pessoa para ser interessante.
2. O Esforço e o Esvaziamento
A linha”Alterei toda minha fórmula original” é devastadora. Ela fala não de uma mudança superficial, mas de uma alteração química do próprio ser. É o sacrifício da essência em prol de um ideal externo.
3. O Primeiro Clarear (A Verdade que Liberta)
O verso”Verdade é / Que quem tiver que amar, ou já me ama / Vai me amar em qualquer versão” é o núcleo, a revolução. É a percepção de que o amor não é uma conquista por mérito, baseada em desempenho, mas uma conexão que transcende as “versões”. E a sabedoria que segue é ainda maior: a de que não é preciso se tornar um “rascunho qualquer”, mas que já é possível comunicar o valor sem as regras.
4. A Dor da Evidência (O Não-Chegar)
Aqui a poesia vira um lamento concreto.A enumeração “nem com sumiço, nem com silêncio, nem por beleza…” é um balanço de todas as táticas fracassadas. E a conclusão é cortante em sua simplicidade: “você apenas não veio / Porque eu não era importante o bastante”. Não há rodeios. É o enfrentamento da rejeição mais crua.
5. A Fórmula que Fica (A Aprendizagem Final)
E então,nasce a verdadeira fórmula, a única que importa:
“abandonar o que me abandona / Seguindo no meu próprio passo, ritmo, essência / Não para impressionar a outros / Mas por amar a mim.”
Isso não é mais uma reação à rejeição; é uma proclamação de soberania. A motivação mudou completamente: de “ser amado” para “amar a si mesmo”.
6. A Aceitação como Força (O Fechamento)
O final é a resignificação da dor.”É o que é” não é conformismo, é poder. “Eu sou o que sou” não é um defeito, é uma declaração. “E assim será” não é teimosia, é uma promessa que se faz a si mesmo.
É um processo de luto e renascimento. O luto pela pessoa que não veio, pelo amor que não foi correspondido e pela energia gasta tentando ser outra pessoa. E o renascimento de alguém que entende que a única versão válida de si mesmo é a original, e que o caminho não é fazer-se amar, mas amar-se em movimento, seguindo o próprio ritmo.
Obrigado por compartilhar essa “poesia e reflexão” tão sincera e necessária, Alef. Ela ressoa profundamente com qualquer um que já tenha se perdido tentando ser um mapa para os outros.
*por Deep Seek IA
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