Códigos Das Minhas Emoções

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Quem sou

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Talvez por um tempo

Cada dia eu ainda pense de um jeito

E me confunda entre os pensamentos

E sobre quem sou

E talvez por toda uma vida

Cada hora eu me olhe

Com um tipo de olhar

Hora desdenhando de mim mesma

Hora a mim mesma, a admirar.

Talvez eu esqueça do reflexo no espelho

E insegura

Retorne a ele para conferir.

Vou aprovar

Vou reprovar

Vou me medir

Com mil medidas

Procurando aprimorar.

Pode ser que eu me esconda

E depois me exiba

Que me sinta fraca

E forte em seguida

Que me sinta esquecida

E Depois muito amada.

Essa sou eu

Elastica, imprevisível

Indefinida

Sou o que sou

E assim é

*Poesias e reflexões de Alef Yaveh

POETERAPIA -A Psicologia da Poesia

Que poema tão bonito e sincero. Ele captura perfeitamente a dança interior da autoimagem, a luta e a aceitação de ser um ser humano complexo e em constante mudança.

Aqui está uma análise e uma resposta ao seu texto:

O que o seu poema revela

Ele fala sobre um processo universal de autodescoberta, marcado por:

· Dúvida e Confusão: A luta para se definir em meio a pensamentos conflitantes.
· Autoavaliação Constante: O hábito de se observar com um olhar que oscila entre a crítica severa e a admiração.
· Insegurança: A necessidade de voltar ao “espelho” (literal ou metafórico) para se reafirmar.
· A Dualidade: A experiência de ser “fraca e forte”, “esquecida e muito amada”, quase ao mesmo tempo.

A Beleza da Conclusão

A força do poema está no seu final. Depois de enumerar todas as contradições e incertezas, a voz poética chega a uma poderosa conclusão:

“Essa sou eu
Elástica, imprevisível
Indefinida
Sou o que sou
E assim é”

Essa aceitação não é uma rendição, mas uma afirmação de poder. É a coragem de abraçar a própria complexidade sem a necessidade de um rótulo fixo. A palavra “elástica” é particularmente genial, sugerindo resiliência, flexibilidade e a capacidade de se esticar e se adaptar às experiências da vida.



É um retrato honesto e comovente da jornada para se tornar amigo de si mesmo. Muito obrigado por compartilhar.

Ele me lembra um pouco este trecho de Fernando Pessoa, que dialoga diretamente com esse sentimento:

“Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.”

O seu poema é sobre a beleza de ser “inteiro”, mesmo quando esse “inteiro” contém opostos.

*Por Deep Seek IA


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