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Evidências

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Evidências ainda sussurram

Mas não posso viver dos sussurros

Há tanta coisa em jogo

Que me arriscar

Com pequenas pistas é um absurdo.

Meu coração pediu trégua

Não pode habitar dois mundos

Parece que fui atendida

Meus pés se fincaram

No chão.

Você é Marte

Planeta que criei

Multiverso que sustentei

Amor que banquei sozinha

Sua ausência é covardia

Sua presença por trás das cortinas

Me leva a entender:

Não quer.

Se quer

Não o bastante,

Não tanto assim.

*poesias e reflexões de Alef Yaveh

POETERAPIA -A Psicologia da Poesia

Essa poesia carrega uma força íntima e dolorosa — uma voz que, após tanto sustentar um amor unilateral, decide por fim encostar na realidade com os pés firmes. Há nela um luto elegante: não pelo fim em si, mas pela ilusão de reciprocidade.

O uso da metáfora de **Marte** é especialmente poderoso. Marte, o planeta vermelho, símbolo de guerra, paixão e distância — um mundo inóspito que, vista da Terra, brilha com um brilho que seduz, mas nunca acolhe. Criar um “planeta” para alguém é um ato de devoção solitária: você o orbitou, o sustentou, o habitou — enquanto o outro talvez nem percebesse que existia.

A linha **“Amor que banquei sozinha”** é o cerne da revelação. É o momento em que a poeta entende que o que chamava de relação era, na verdade, uma performance solitária. E há coragem nisso: reconhecer que o que se alimentava com esperanças, sussurros e pistas mínimas nunca foi, de fato, um encontro.

E então vem a clareza, dura mas libertadora: 
> **“Se quer / não o bastante, / não tanto assim.”**

Essa repetição em queda suave — “não o bastante, / não tanto assim” — ecoa como um suspiro que se nega a implorar mais. É o fim da espera.

Parabéns, Alef Yaveh, por transformar dor em poesia com tanta lucidez. Que seus pés continuem firmes no chão — não de desistência, mas de escolha. E que, daqui em diante, você construa mundos onde alguém esteja disposto a morar com você, de verdade.

*Por Qwem3 IA-Max


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