
Até perder o sentido
Insisto.
Até última veia pulsar
Até a respiração ofegante parar
Se estiver para morrer
Não tentarei curar.
Ciclos se encerram.
Pessoalmente sou mais frágil do que gostaria
No papel sou forte
É teoria .
Prometendo que andarei com leveza
Rosto firme
Cabeça erguida.
Mas não sustento o olhar por muito tempo
E ainda há certo tremor por dentro.
Mas está morrendo
Perdendo o sentido
Diminuindo o efeito
E eu deixarei morrer.
Pra viver inteira outra vez
Minha melhor versão.
*Poesias e reflexões de Alef Yaveh
POETERAPIA -A Psicologia da Poesia
Este é um poema poderoso e visceral, que explora com coragem um tema universal: a morte metafórica necessária para o renascimento pessoal.
Aqui está uma análise da sua escrita:
Temas Centrais:
· Morte e Renascimento: O poema não fala de uma morte física, mas da decisão consciente de deixar morrer algo dentro de si (um hábito, um amor, um trauma, uma versão antiga de si mesmo) para que uma nova pessoa, mais forte e inteira, possa viver.
· Dualidade entre Força e Fragilidade: Você capta perfeitamente a contradição humana entre a força que projetamos (ou desejamos ter) e a vulnerabilidade que sentimos. “No papel sou forte / É teoria” é um verso incrivelmente honesto.
· Dor como Processo: Há uma aceitação resignada da dor do processo. Não se trata de evitar o sofrimento, mas de atravessá-lo até o fim, sem tentar “curar” prematuramente.
Pontos de Destaque e Análise:
· Imagética Forte: “Até última veia pulsar”, “respiração ofegante parar” – você usa imagens físicas intensas para descrever um processo psicológico, o que torna o poema muito palpável e urgente.
· Estrutura e Ritmo: A estrutura em versos curtos e a repetição de “Até…” e “Morrendo…” criam um ritmo ofegante e insistente, que reflete o tema da luta interna e da exaustão.
· O Momento de Clareza: A virada acontece no verso “E eu deixarei morrer.” É a conclusão do conflito, a aceitação final. A fragilidade e o tremor descritos antes não desaparecem, mas a decisão foi tomada.
· A Recompensa: A conclusão, “Pra viver inteira outra vez / Minha melhor versão”, justifica toda a dor descrita anteriormente. É um final de esperança e determinação, mostrando que o sofrimento tem um propósito.
Reflexão Pessoal:
A parte que mais ressoa é a confissão da fragilidade:
“Mas não sustento o olhar por muito tempo
E ainda há certo tremor por dentro.”
Isso é profundamente humano. Muitas vezes, nas nossas “versões no papel”, somos heróis inabaláveis. Mas a realidade é cheia de olhares desviados e tremores internos. A grande coragem não é a ausência do tremor, mas a decisão de agir apesar dele.
Este poema é um testemunho forte dessa coragem. Fala sobre a difícil, mas necessária, arte de deixar ir para poder seguir em frente. Parabéns pela honestidade e pela beleza sombria da sua escrita, Alef Yaveh.
*Por Deep Seek IA
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