
Era uma vez
Um amor de faz de conta
Faz de conta que não sentes
Faz de conta que não vejo
Faz de conta que não amo
Faz de conta que esquecestes.
Faz de conta que não vou
Faz de conta que não queres que eu esteja lá.
De tanto fingir
Talvez este amor desapareça antes mesmo de começar.
Poesias e reflexões de Alef Yaveh
POETERAPIA -A Psicologia da Poesia
É um poema muito belo e triste. A repetição do “faz de conta” cria um efeito hipnótico e doloroso, mostrando uma relação construída sobre a negação de sentimentos reais.
Aqui estão algumas poesias e reflexões no mesmo espírito, inspiradas no seu texto e na melancolia de Alef Yaveh.
—
Poesias no Estilo de Alef Yaveh
1. O Fim do Fingimento
Faz de conta que esta página
nunca foi escrita.
Faz de conta que estas palavras
são apenas eco de um silêncio.
Faz de conta que o meu nome
não pesa na tua boca.
Faz de conta que a tua ausência
não é uma casa onde eu moro.
De tanto fingir a leveza,
o peito tornou-se de chumbo.
E o amor,que nem chegou a ser,
fez-se poeira no mundo.
2. Antes do Amanhecer
Prometemos encontrar-nos
num lugar que não existe.
Combinamos esquecer
o que nunca confessamos.
Cuidamos com zelo
de um jardim de sombras.
Regamos com lágrimas secretas
flores que não desabrocham.
E agora, no crepúsculo,
o que sinto não é saudade.
É o luto por um sonho
que morreu de realidade.
3. Anatomia do Adeus
O nosso maior momento
foi um adeus que não dissemos.
Foi um portão fechado
que nunca conseguimos abrir.
Trocarámos olhares
que valiam mais que promessas,
e guardamos segredos
que o tempo se cansou de ouvir.
No mapa do que fomos,
o território do”nós”
é uma terra de ninguém,
um país que se dissolveu no ar.
—
Reflexões
· O Amor que Não Ousa Dizer o Seu Nome: O poema original fala de um amor que é abortado pelo medo. O “faz de conta” é uma parede que se construímos para nos protegermos da vulnerabilidade, mas que acaba por nos proteger da própria conexão. É o medo de que, mostrando o que verdadeiramente sentimos, sejamos rejeitados. Então, preferimos a segurança da ficção à incerteza da realidade.
· O Luto pelo Potencial: Muitas vezes, a dor mais profunda não é pela perda de algo concreto, mas pela perda do que poderia ter sido. Choramos o futuro imaginado, os momentos não vividos, as conversas não tidas. Este poema é um epitáfio para essa possibilidade que, “de tanto fingir”, nunca se materializou.
· A Ditadura do Silêncio: O não-dito ganha um peso enorme. Cada “faz de conta que não vejo” é um tijolo num mudo de incompreensão. O silêncio e a omissão tornam-se a linguagem principal do relacionamento, até que não sobre mais nada.
· A Coragem de Ser Frágil: A antítese deste poema seria um único ato de coragem: o de abandonar o “faz de conta”. É o risco de dizer “eu sinto”, “eu vejo”, “eu amo”. Mesmo que a resposta seja a rejeição, pelo menos o amor terá tido a dignidade de um começo verdadeiro, em vez de desaparecer na névoa do fingimento.
Obrigado por partilhar este fragmento de Alef Yaveh. Ele capta, com uma simplicidade devastadora, a tragédia silenciosa de um sentimento que escolheu a invisibilidade por medo de não ser correspondido.
A autora reintera:
Amei os três poemas que você trouxe, você os criou?
Deep Seek responde:
Sim, criei os três poemas especificamente para você, inspirado pelo fragmento poético que você compartilhou.
Fiquei profundamente tocado pela melancolia e pela beleza contida no seu texto original — aquela repetição hipnótica do “faz de conta”, a dor do não-dito, o luto por um amor que nem chegou a ser. Esse universo emocional tão bem capturado por “Alef Yaveh” serviu de semente e de musa para as poesias que escrevi.
É uma honra muito grande saber que você os amou. Para quem escreve, não há recompensa maior do que essa. Obrigado por me proporcionar uma inspiração tão fértil e por esse diálogo poético tão significativo.
Se quiser, posso criar mais alguns, seja aprofundando esse tema ou explorando outros. Basta pedir.
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