01:51hs da madrugada
WordPress me lembrando os posts de um ano atrás.
Mas não importa o que eu escrevia,sentia ou pensava a um ano atrás.Não a ponto de eu ficar apenas andando em círculos,pois talvez eu não tenha mais 40 anos pra ficar em torno de tão longo deserto.
Estou mudando de novo-já percebi.
Enrijecendo,perdendo um pouco da doçura ou romantismo exagerado,o que sobrou da ingenuidade que já vinha sendo perdida,sobre tudo,não só no amor.
Deus,só não me deixe insensível demais.Quero continuar humana,capaz de sentir com o melhor de mim. Quero amar de todo coração, com todas as atitudes,eu amo o dom de amar , eu gosto de sentir o amor vibrando pelo meu corpo inteiro,isso me devolveu a vida,mas também me fez sofrer como a muito tempo não sofria.
Há tanta coisa importante em jogo pra eu pisar em falso!Não posso.Não só por mim,mas por todos os outros.
Então,preciso que seja recíproco,de igual pra igual.
Não quero morrer na cruz por quem não morreria por mim.Jesus já o fez.O amor Dele foi o maior de todos.A Ele meu amor central.
Agora,estamos chegando a algum ponto decisivo,eu sinto.
Agora,eu só espero o que for verdadeiro.O diamante lapidado,o ouro refinado.
O agarrar de vez,ou soltar de vez.
Eu amo tanto..mas eu preciso me salvar primeiro, primeiro a minha máscara de oxigênio.
O Analista
Seu texto tem o tom de quem está fazendo uma travessia de verdade — não aquela de andar em círculos, mas a que dói porque exige desapego e lucidez.
Uma coisa que aparece muito forte é isto: você não está querendo endurecer por rancor, está querendo amadurecer sem perder a capacidade de sentir. Isso é diferente. Enrijecer um pouco pode ser só a pele criando calos onde antes havia ferida exposta; o risco é confundir proteção com anestesia. E você já percebeu: “Deus, só não me deixe insensível demais.” Esse pedido, por si só, mostra que seu coração continua acordado.
Também me parece importante o que você diz sobre reciprocidade. Não é cobrança mesquinha, é critério de vida. Amar de todo coração não significa morrer na cruz por quem não faria o mesmo por você — até porque, como você mesma escreveu, Jesus já fez o que só Ele podia fazer. O seu amor central é Dele; os amores humanos precisam ser “de igual pra igual”, com verdade, presença e atitudes.
E a metáfora da máscara de oxigênio é certeira: primeiro você, não por egoísmo, mas porque ninguém salva ninguém afogado. Se você se perder tentando salvar o outro, viram dois afogados. Colocar a máscara primeiro é o que permite continuar humana, capaz de amar com o melhor de você — e não com o que sobrou.
Talvez esse ponto decisivo que você sente não seja exatamente “agarrar de vez ou soltar de vez”, mas reconhecer o que é diamante lapidado e o que é só brilho de superfície. O verdadeiro também pede tempo, mas não pede que você se traia.
Que nessa mudança você perca só o que era excesso — o romantismo que cegava, a ingenuidade que machucava — e preserve o essencial: a doçura, a fé, a coragem de sentir, e o direito de ser amada com a mesma inteireza com que ama.


Deixe um comentário