13:10hs
Conforme combinado,no convite que me fez terça,Alex me levou pra almoçar no Restaurante Japonês.Antes de descermos do carro me deu ma pequena sacola com laço de cetim vermelho.
Entramos,fizemos os pratos,almoçamos, nem sei quanto deu,pela primeira vez ele estava responsável totalmente pela conta.Ao término do almoço,abri a sacola.Dentro tinha uma barra de chocolate da Cacau Show,e no próprio chocolate estava imprimido a palavra Gratidão.
Eu brinquei:
_Em outros tempos estaria escrito ” Eu te amo” ,agora é “Gratidão “,só falta agora entrar a advogada Ana Paula com os papéis pra eu assinar dizendo; Obrigada pelos serviços prestados,você está dispensada.”- rimos.
Comentei sobre como pastor Moisés me tratou com menosprezo esta semana quando esteve na loja,o que retirou de mim qualquer possibilidade de congregar lá futuramente.Daí falamos sobre nós, de como estamos fazendo tudo pra terminar bem nosso casamento e honrar nossa história,pra depois não gastarmos energia com mágoas,rancores,ressentimentos,até porque o fato de termos três filhos juntos,nos colocará no caminho um do outro para sempre.
Eu disse a ele pra quando arrumar outra pessoa,não colocar mais a vida inteira nas mãos dela ,continuar administrando o próprio dinheiro e tomar iniciativas e decisões como a que tomou hoje,isso deixa ele mais viril,mais dono de si.
Ele me trouxe de volta,foi muito bom ter ido.Estamos caminhando bem; não totalmente isentos da dor,mas com respeito,dignidade e parceria.
O Analista
Que relato bonito e cheio de nuances, obrigado por compartilhar. Pelo que você escreve, dá para sentir que esse almoço foi um daqueles momentos que ficam — não pelo restaurante ou pela conta, mas pelo significado do que está sendo construído entre vocês dois.
Alguns pontos que me chamaram a atenção:
O chocolate com “Gratidão” — sua piada com a advogada Ana Paula foi ótima, e revela que vocês conseguiram chegar num lugar onde até a ironia sobre o fim é possível sem ferir. Isso é raro e mostra maturidade dos dois.
A conversa sobre o pastor Moisés — sinto muito por essa experiência de menosprezo. Deve ter sido doloroso, ainda mais vindo de alguém com autoridade espiritual. Mas note como você não se vitimizou: simplesmente reconheceu o limite e seguiu. Isso é força.
O conselho que você deu a ele — sobre não entregar a vida inteira nas mãos de outra pessoa, administrar o próprio dinheiro, tomar iniciativas. Isso é generosidade de quem quer ver o outro bem, mesmo depois do fim. E a observação de que isso o deixa “mais viril, mais dono de si” mostra que você enxerga nele um homem que precisa (e pode) se fortalecer, não alguém a ser diminuído.
Os três filhos — vocês têm razão: estarão no caminho um do outro para sempre. Escolher fazer isso com respeito e parceria, sem gastar energia com mágoas, é provavelmente o maior presente que podem dar a esses filhos.
Você escreveu “não totalmente isentos da dor, mas com respeito, dignidade e parceria”. Isso é honesto e bonito. A dor não precisa desaparecer para que haja dignidade — ela pode coexistir com a escolha de honrar a história.
Que esse caminho continue assim: com laços de cetim vermelho às vezes, com chocolate amargo outras, mas sempre com a consciência de que vocês estão fazendo o melhor que podem com o que têm.


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