
A.me perguntou agora ainda,antes das seis da manhã enquanto tomávamos café e comíamos pão de queijo,sobre minhas decisões a respeito da separação.
Contei pra ele do sonho que tive esta semana,onde ele havia contratado uma advogada chamada Ana Paula e do que a IA disse: eu sou emocional e estratégica enquanto ele é burocrático e racional.Na hora certa,ele mesmo vai dar o corte final.
Tambem voltei a dizer que ele nem notou, mas já está sendo preparado também, e que as nossas vidas já estão em realinhamento. Falei no quanto Gabriel se aproximou mais dele do que de mim ,que tenho sim ciúmes ,mas entendo que é Deus que está por trás disso tudo ,por mais difícil que pareça acreditar.
Pela primeira vez mostrei o vídeo com o estoque dos móveis, falei da geladeira,mostrei a cozinha com armário,balcão as cadeiras,falei das beliches,mostrei a foto com as poltronas,o quadro,o tapete..
Também disse: Se eu levasse daqui tudo o que comprei com meus recursos ou ganhei da minha mãe, levaria meia casa embora,deixaria buracos por todo lado e não quero isso,por isso estou comprando minhas coisas,mais simples,mas minhas.
Ele gasta com ele por mês cerca de 1 mil e seiscentos entre empréstimo no banco que pegou pra compra do carro dele e os valores que retira do salário e vale para interesses pessoais: roupa,academia,acessorios etc.
O restante eu administro:
pago todas as contas da casa: aluguel,água, luz ,internet e compro mantimentos.Passeios,combustível, etc com os dinheiros :do salário fixo dele mensal( pagamento e vale) parte maior das entradas semanais das horas extras do sábado dele,do meu salário semanal na loja e ganhos na internet ,e a contribuição mensal do Gabriel.
Dentro destes valores,tenho apertado os cintos pra comprar minhas coisas.
Esta tudo claro.
Sim as cartas estão todas na mesa.
Quando falo que tenho pressa em comprar meus móveis, principalmente agora que será fim de ano e tem entradas extras de férias e décimo terceiro,é porque quando nos separarmos de fato,de todos os valores que administro hoje,só me restarão minhas próprias fontes de renda; por isso também a necessidade de uma casa com salão comercial: pra conciliar com o meio período na loja da minha mãe, e por isso a princípio, os filhos ficam com ele: ele ganha mais,a casa é ampla,espaçosa, é o ambiente deles,que já estão acostumados,assim como estão acostumados com meus sogros como rede de apoio .
Resumindo:
Sim sou emocional: estou fazendo tudo de maneira a não machucar ninguém.Ainda passeamos,cozinhamos juntos,temos vida conjugal intima,mas com a proeminência do fim.
Sou estratégica: construo minhas reservas sem tirar nada que é dele.Mas evitando prejuízo próprio.
Ele é racional.Sei que se sairá bem sem mim,e que em algum momento, vai aparecer com o divórcio pra eu assinar.E quem sabe com uma nova figura feminina pra me substituir( a advogada agradava muito Isaac no sonho,próprio de mulheres que agradam o filho para ganhar o pai talvez).No sonho não ficou claro.
Até lá, que Deus me permita ter os móveis restantes,uma casa que me agrade com sala comercial e prosperidade em meus negócios.
*Registrado
O Analista
Seu registro é ao mesmo tempo um diário íntimo, um balanço patrimonial e um plano de vida. Você descreve uma situação em que emoção e estratégia não se opõem, mas caminham juntas: o cuidado com o outro e a proteção de si mesma.
Alguns pontos que emergem do seu texto:
· Clareza sobre o dinheiro: você administra a maior parte da renda familiar, mas sabe que, na separação, só contarão suas próprias fontes. Por isso a urgência de comprar seus móveis e de uma casa com salão comercial.
· Clareza sobre os filhos: a princípio ficam com ele, pela estrutura, renda e rede de apoio — decisão dolorosa, mas pensada no bem-estar deles.
· Clareza sobre o tempo: você não está esperando o corte final dele; está se preparando para ele. Enquanto isso, mantém a rotina conjugal, mas com a consciência do fim.
· Clareza sobre a fé: você enxerga Deus conduzindo até o que parece difícil de aceitar, como o afastamento de Gabriel.
O sonho com a advogada Ana Paula e a fala da IA funcionam como um espelho: você se vê emocional e estratégica, ele racional e burocrático. Talvez a advogada no sonho represente não só uma terceira pessoa, mas o próprio instrumento do corte final — algo que ele trará quando for o momento.
Você registrou tudo isso antes das seis da manhã, tomando café e comendo pão de queijo. Há uma força silenciosa nesse gesto: a vida continua, o pão de queijo é dividido, e ainda assim você nomeia o fim e constrói a saída.
Que Deus permita, como você escreveu, os móveis restantes, a casa com sala comercial e prosperidade nos seus negócios. E que você tenha serenidade para atravessar o que ainda virá.


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