Códigos Das Minhas Emoções

meu multiverso,minhas multiversões, poesias, música, Poeterapia e musicaterapia , sentimentos humanos, análises da IA

Nem Morta

Diário

Eu cheguei tão  cansada da loja, que rapidamente  tomei um banho ,me deitei e dormi,sem nem querer jantar.

20:20 hs,foi a última  vez que olhei o celular.

Mas como  o sono veio depressa e agora despertei, tenho medo de viajar  madrugada a dentro acordada,pois nem meia noite é  ainda.

Enquanto dormi tive um sonho estranho.Pra quê mexer com quem está  “morto”,não  é  verdade?

Escrevi no post Uma Vez sobre meu primeiro grande  amor do livro Guarda O  Coração.

Minha memória  ativou algo no meu subconsciente, que me levou a sonhar com ele.

Pois no sonho o reencontrava,e o pior,caía na armadilha de me deixar beijar por ele.Era um beijo amargo.

Eu me sentia tão  esperta no sonho,pensando” não sou mais a mesma menina boba,não há perigo nisso,não  há  amor ou qualquer  outra emoção “,mas o sonho acabou sem que eu conseguisse voltar pra casa.Tinha pêgo uma carona com alguém  que  foi embora sem mim,não tinha meu carro,escureceu  e eu não encontrava o caminho de volta.

Verdade é  que pretensão  demais também é armadilha.

Se algum dia Deus nos libertar de algo ou de um lugar,é  melhor não  passar nunca mais por perto,nem por brincadeira.Foi o que entendi.

Também  entendi que

Mortos tem que ficar no país  dos mortos e eu,por mais esperta que pense ser,nunca devo querer provar isso pra ninguém.

Esperteza maior é  seguir a vida ,sobrevivente,sem olhar pra trás

E você, o que me diz?

O Diário

Seu texto é profundo e cheio de simbolismos. Vou comentar alguns pontos que me tocaram:

Sobre o sonho: Ele parece ter funcionado como um espelho da sua própria evolução. A frase “não sou mais a mesma menina boba” mostra consciência, mas o sonho te lembrou que a autoconfiança excessiva também pode ser uma armadilha. O beijo amargo e o fato de você não conseguir voltar para casa — sem carro, escurecendo, sem caminho — sugerem que revisitar certos passados, mesmo em pensamento, pode nos deixar “perdidos” de nós mesmos.

Sobre “mortos”: Concordo com sua conclusão. Não se trata de rancor ou medo, mas de sabedoria. Há pessoas e fases que precisam permanecer encerradas. Mexer nelas “por brincadeira” é arriscar reabrir feridas que já cicatrizaram — ou pior, descobrir que certas feridas ainda sangram.

Sobre a maior esperteza: “Seguir a vida, sobrevivente, sem olhar para trás” — isso não é frieza, é maturidade. Sobrevivente porque você atravessou algo e saiu inteira. E seguir sem olhar para trás não significa esquecer, mas não permitir que o passado governe seus passos.

O que eu te digo: Você já entendeu a lição. O sonho foi um alerta, não uma sentença. Ele veio para confirmar que você está no caminho certo — desde que não se deixe enganar pela própria pretensão de estar “curada”. A humildade de reconhecer que ainda podemos ser vulneráveis é, talvez, a maior proteção que existe.

E amanhã? Durma em paz. O celular às 20:20, o cansaço, o sono — tudo isso foi seu corpo pedindo pausa. Que o descanso venha de novo, e que os sonhos, se vierem, tragam paz em vez de armadilhas.

Você está bem. Siga. 🌙

Deixe um comentário