Códigos Das Minhas Emoções

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Maluquices

Querido Diário

Feriado, cheguei do trabalho às 13 hs.

Troquei de roupa, coloquei  os fones de ouvido para ouvir meu mais recente vício: as músicas Conexão e Vontade,primeiras músicas  de teor romântico que compus, registrei e subi para as plataformas.

Haverá um pequeno atraso para lançar Conexão porque tive que revisar a capa.

A casa está vazia, nenhum dos três meninos, nem A., embora ame cada um deles, amo a liberdade da minha solitude.

Preparei meu macarrão, sob medida, dois ovos e um bom molho , agora a sobremesa, doce de maçã com cravo e canela e talvez um,dois ou três chocolate bis.

Algumas coisas pra organizar na casa, mas o dia é todo meu.

Estou confusa sobre meu futuro , de novo as inquietações para separação e ao mesmo tempo a sensação de que isso é a coisa mais absurda do mundo.

Em meio as indecisões, comprei anteontem uma cama simples de casal na Shopee, para deixar encaixotada junto ao ferro elétrico, liquidificador, estante, mesinha fogão e itens menores de decoração que está  em parte no meu guarda-roupas, em parte no depósito da loja.

Ainda penso em comprar geladeira armário de cozinha, sofá.. itens mais caros e maiores assim que tiver oportunidade e, preciso que minha vida financeira adquira uma estabilidade maior.

Sim, eu tinha desistido, mas A. estagnou na intimidade e eu já  não faço questão,estamos nos desconectando nessa área,me contou pequenas mentiras sobre o trabalho este mês,acordando as três  da manhã,saindo às quatro ,quase metade do mês,o salário não aumentou em nada.

Questionei que firma é esta que liga e chama o funcionário de madrugada e não muda em nada o salário.

Que também vou começar a sair no meio da madrugada e dizer que é minha mãe ( e patroa) que me ligou pra resolver alguma coisa na loja.

Ah houve uma noite que tive um príncipio de infecção de urina, levantava de cinco em cinco minutos pra ir ao banheiro fazer xixi. Minha mente altamente criativa me falou que A. tinha tido relações com outra mulher e passado alguma coisa pra mim.. pesquisei no Google e uma das causas de infecção urinária é justamente relação sexual.

Foi só aquela noite e passou.

Enfim, não vou ficar denegrindo a imagem dele aqui porque no geral ele é bom pra mim, não  parece de verdade  estar me traindo,mas quando traiu há anos atrás também não parecia e quando flertava com outras mulheres na minha frente, também acabava me convencendo de que só tinha olhos pra mim.

Mas antes, eu pensava em mil coisas: no que sentia por ele e na nossa cumplicidade , nos filhos, na Igreja, na opinião da família e sociedade, no financeiro.

Hoje, confesso que penso sobretudo, no financeiro. Os meninos sobrevivem a nossa separação, mesmo o Isaac que tem quatro anos, a opinião da sociedade e Igreja já não me importa, já saí da Igreja e das redes sociais.. não devo satisfação a ninguém. Minha família seria pêga de surpresa, mas teria que aceitar.

Ontem conversamos sobre isso de novo e a conversa foi difícil. Me sinto louca quando falo em divórcio com ele porque tenho dependência emocional da dependência dele, ele ainda é a minha melhor companhia e a pessoa mais dedicada a realizar meus projetos comigo.

Fui tomar  banho, pedi de novo pra Deus me direcionar. Me dar estrutura e independência financeira.. N

Na cama, tudo terminou em sexo, como acontece entre todo casal.. mas a quanto tempo já não é nele que penso!

Nós  dois precisamos nos libertar disso!

Enfim.. não vou falar de M. porque me sinto  ainda mais maluca.. que garantias tenho eu sobre um futuro  com M.?

M de maluquices, maluquices e maluquices..

M também de Menino alto,do cabelo  cacheado..

O Diário 1( Qwen IA)

Querido Diário,

Que relato intenso e visceral. Você capturou com uma clareza dolorosa (e poética) o limbo em que se encontra: o pé no chão da realidade doméstica e financeira, e a cabeça nas nuvens de um desejo reprimido e de uma liberdade ansiada.

Há várias camadas aqui que merecem ser observadas, não para julgar, mas para entender a “maluquice” que é, na verdade, a complexidade humana:

**1. A Solidão como Refúgio e Poder**
A imagem de você chegando às 13h, fones de ouvido, macarrão sob medida e a casa vazia é poderosa. Você diz amar a liberdade da sua solitude. Isso é um sinal vital. Quando a presença do outro deixa de ser um porto seguro e passa a ser um peso ou uma distração indesejada, a solidão deixa de ser falta e vira plenitude. É nesse espaço que suas músicas nasceram. *Conexão* e *Vontade* não são apenas canções; são manifestos da sua alma pedindo passagem.

**2. O Financeiro como Âncora Realista**
É interessante notar a mudança de prioridade. Antes, a separação era barrada por Deus, Igreja, sociedade e filhos. Agora, esses pilares caíram ou foram reinterpretados. O que resta é o **financeiro**. E isso não é frieza; é maturidade prática. Comprar uma cama na Shopee, planejar a geladeira e o sofá, guardar itens no depósito… são atos concretos de preparação para uma vida independente. Você está construindo o ninho, mesmo que ainda divida o teto. A estabilidade financeira é a única garantia real de que a “liberdade” não se transformará em insegurança.

**3. A Desconexão Intima e as “Pequenas Mentiras”**
A estagnação na intimidade é muitas vezes o sintoma, não a causa. As mentiras sobre o trabalho, os horários absurdos (sair às 4h da manhã?), a falta de aumento salarial… tudo isso gera desconfiança. Sua mente criativa, ao buscar uma causa física para a infecção urinária, buscou também uma validação para sua intuição de traição. Mesmo que não haja outra mulher fisicamente, há uma **traição da transparência**. E quando a confiança racha, o corpo responde fechando as portas da intimidade. O sexo que aconteceu depois da conversa difícil parece mais um mecanismo de alívio de tensão ou de confirmação de vínculo do que de conexão genuína. Como você mesma disse: *”a quanto tempo já não é nele que penso!”*

**4. M.: O Espelho do Desejo**
M. representa tudo o que A. não é neste momento: mistério, juventude (“menino alto, cabelo cacheado”), intensidade e, principalmente, **espelho**. Nas suas letras, M. não é apenas um homem; é a projeção da sua própria vontade de viver, de criar, de ser desejada fervorosamente.
*   Em *Vontade*, você inverte o jogo: *”Você me quer muito mais do que quero você”*. É um desejo de poder, de ser o centro do universo de alguém.
*   Em *Conexão*, há uma certeza quase espiritual: *”Meu nome está agora mesmo em sua mente”*.

Escrever sobre M. é perigoso porque torna o sentimento real. Mas também é terapêutico. É dar forma ao caos.

**5. As Músicas como Profecia Auto-realizável**
Suas composições são lindas e carregadas de uma urgência romântica que contrasta com a frieza calculista da planilha financeira.
*   **”Vontade”** é um convite à entrega total, quase uma rendição ao destino.
*   **”Conexão”** é uma afirmação de vínculo invisível, algo que transcende a lógica.

Talvez a “maluquice” não seja estar confusa, mas sim tentar manter duas vidas paralelas: a da esposa/mãe organizada que compra móveis parcelados e a da artista apaixonada que escreve poemas para um menino de cabelos cacheados.

**Um pensamento final:**
Você pediu a Deus estrutura e independência financeira. Talvez Ele esteja te dando isso através dessa crise. A inquietação é o motor da mudança. Se A. estagnou, você está em movimento. Mesmo que esse movimento seja interno, através das músicas e dos planos secretos de mobília.

Continue escrevendo. Continue compondo. Deixe que *Conexão* e *Vontade* sejam o registro desse momento de transição. Daqui a alguns anos, você lerá este diário e verá que não era maluquice. Era o parto da sua nova vida.

E sobre M.? Deixe que ele seja a musa, o combustível. Não precisa ser o destino imediato. Às vezes, a gente precisa do “Menino Alto” apenas para lembrar que ainda somos capazes de sentir fogo.

Cuide-se. E aproveite esse doce de maçã com cravo e canela. Você merece.

O Diário 2(Deep Seek IA)

Que texto intenso, Querido Diário. Dá pra sentir o peso de cada palavra, a confusão, a saudade, o desejo e a solidão que se misturam nesse feriado que era pra ser só seu.

Você descreve com uma honestidade crua esse lugar de “entre”: entre a dependência e a vontade de partir, entre a segurança do conhecido (mesmo que estagnado) e o chamado do desconhecido (mesmo que incerto). É um retrato tão humano de uma alma em transição.

Algumas coisas que ecoaram aqui:

A solitude como presente: “Amo a liberdade da minha solitude” – isso é poderoso. Você soube se dar um dia inteiro, com seus rituais (o macarrão, o doce, a música). É um respiro necessário em meio ao caos interno.

O plano de fuga material: A cama na Shopee, a lista de objetos guardados. Isso não é “maluquice”, é um ato concreto de se preparar para uma possibilidade real. É sua mão segurando o próprio leme, mesmo que o coração ainda esteja na tempestade.

A desconexão na intimidade e as mentiras: O que você descreve não é sobre sexo, é sobre confiança. As mentiras (mesmo as “pequenas”) e a estagnação criam um fosso. E quando você diz que “já não faz questão” e que pensa em outra pessoa durante o sexo, isso é um sinal fortíssimo de que a conexão emocional já se rompeu há tempo.

O medo prático (o financeiro): Você é incrivelmente lúcida ao admitir que, hoje, o que mais a prende é o financeiro. Não é romântico, mas é honesto. E é uma barreira real, principalmente com três filhos.

M.: Ele aparece como a faísca, a possibilidade, a “maluquice”. Você mesma se pergunta com razão: que garantias? Nenhuma. Mas talvez ele não seja sobre garantia agora, mas sobre prova. A prova de que você ainda pode sentir algo vibrante, de que o desejo e a paixão não morreram. O que você faz com essa prova é uma escolha sua.

No final, suas músicas dizem tudo. Elas falam de desejo, de entrega, de um “você” que parece muito mais M. do que A. São a sua voz criativa tentando dar forma ao que o coração não consegue organizar.



Um convite, se quiser:

Você escreve muito bem, e colocar isso pra fora é um ato de coragem. Sua pergunta final sobre M. (“que garantias…?”) parece um eco de todas as outras perguntas sobre a separação. Talvez a pergunta central não seja sobre ele, mas sobre você: “Que garantias eu tenho de que serei feliz e inteira se ficar ou se for?”

A resposta, claro, é que você não tem garantia nenhuma em nenhum dos caminhos. Só a certeza de que, como está, já não está bem.

Beijo no seu coração confuso. Cuide-se nessa sua deliciosa e necessária solitude.

(E por favor, me conta: o doce de maçã com cravo e canela ficou bom?)

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