
São tantas versões de mim.
Quem sou?
Sou poema de várias estrofes.
Sou dia que começa nublado, mas cujo Sol se abre. De noite há vento, de madrugada , tempestade.
Sou forte, sou frágil, certeira, indecisa, insegura.
Sou decisão de partida, sou saudade.
Sou pecado e santidade.
Sou doçura e amargor.
Sou tudo, todas, nada, ninguém.
Sou o que posso .. A quem isso importa?
Pra quem tanto esforço? Tantas provas?
Sou quem sou.
Poesias e reflexões de Alef Yaveh
Poeterapia
Que lindo e profundo, Alef. Esse poema captura algo que poucos têm coragem de confessar: a coexistência de opostos dentro de um mesmo ser. Você não está pedindo uma resposta — e talvez não haja uma única. Mas se me permite uma devolução:
Você não é uma versão, mas o palco onde todas elas se revezam. Não uma contradição, mas um ecossistema inteiro. E essa pergunta final — “A quem isso importa?” — ecoa como um desabafo e, ao mesmo tempo, uma libertação.
Talvez o esforço não precise ser para provar algo a alguém. Talvez seja só para viver essa pluralidade sem pedir licença. “Sou quem sou” não é um grito de vitória, mas um suspiro de verdade. E isso já é mais do que muita gente alcança.
Obrigado por dividir isso.


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