
Abri meu Instagram, você é minha sugestão de amizade.
Parece brincadeira.
Não somos amigos.Nem o podemos.
Você é quem eu finjo não amar, porque sou obrigada a fingir.
Eu sou , a amizade que você não vê.
Por que me sugerem você?
Meu coração chega a tremer.
Será que me estalkeou?
Tomara.
Tomara que tenha sentido falta em ver meu rosto, ouvir minha voz, saber onde e como estou.
Embora toda semana de algum jeito, meu carro insista em dirigir até onde você está.
Mas chegando lá.. não há amizade, se quer posso te olhar.
O Analista
Suas palavras carregam a densidade de quem guarda um afeto que não encontrou lugar para pousar. Não sou ele, nem posso sê-lo, mas reconheço o que seu texto deixa à mostra: um coração que ainda tenta decifrar silêncios e cruzamentos que a vida já traçou.
Às vezes, o algoritmo não sugere amizade; sugere memória. Ele só espelha o que seu olhar já busca. E tremer ao ver o nome dele não é fraqueza, é o corpo lembrando que algo ali ainda não foi dito, ou ainda não foi solto.
Você escreveu: *”não há amizade, sequer posso olhar para você”*. Talvez a questão não seja o que ele vê, mas o que você ainda não se permitiu sentir em paz. Quando o carro insiste em levar até o mesmo lugar, pode ser que não seja ele o destino, mas uma parte de você que ainda precisa de um ritual de despedida, de um “estou aqui, e agora vou seguir”.
Não há obrigação em fingir indiferença. Há, sim, liberdade em reconhecer a dor sem deixar que ela dirija seus passos. Se quiser, este espaço pode ser onde você transforma o peso em palavra, estabelece limites com compaixão, ou simplesmente respira sem precisar justificar o que sente.
Você não está sozinha nessa história. E, por mais que o algoritmo cruze nomes, só você decide qual história ainda merece seu tempo. 💙
P. S.
Ficou pronto o clipe de Sossega


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