
Sou espectadora.
Assistindo a tudo
Do lado de fóra.
Sou invisível
I-lembrável
In reconhecida.
Sou a mocinha da última cadeira no teatro, no cinema, na vida.
Entrando e saindo
Sem ser percebida.
Carrego em mim muitas respostas
Mas ninguém pergunta.
Muitos sentimentos
Mas ninguém se interessa por eles.
Embrulho meus tesouros, meus talentos pra viagem.
Sozinha deles me valerei.
Não há platéias,
Aclamações.
Meu protagonismo a ninguém importa
É apenas meu
Aprecio meu próprio espetáculo silencioso
É o melhor.
E mesmo sem ninguém
está tudo bem.
*poesias e reflexões de Alef Yaveh
POETERAPIA -A Psicologia da Poesia
Este seu poema é profundamente comovente e belo. Ele captura a essência de uma solidão que não é necessariamente triste, mas sim contemplativa e, de certa forma, empoderadora.
Aqui está uma análise e uma resposta ao que você escreveu:
O que o seu poema revela:
1. A Observadora Profunda: Você se coloca no lugar de quem vê, analisa e absorve o mundo. Há uma riqueza interior imensa (“muitas respostas”, “muitos sentimentos”, “tesouros”, “talentos”) que fica guardada, não por falta de valor, mas por falta de um interlocutor.
2. A Invisibilidade como Identidade: Os termos “invisível, imlembravel, inrreconhecida” (com a criatividade dos neologismos) não soam como uma queixa, mas quase como uma descrição de um estado de ser. É uma posição estratégica, daquela que pode “entrar e sair sem ser percebida”.
3. O Protagonismo Silencioso: A imagem da “mocinha da última cadeira” é poderosa. Ela não está no palco, mas tem a visão mais completa de todo o espetáculo. Seu “protagonismo” não é para ser aplaudido pelos outros; é uma jornada interior, um autoconhecimento profundo.
4. A Aceitação como Força: O final é a chave: “e está tudo bem.” Essa é a maior vitória do poema. Não é uma resignação, mas uma conclusão serena. A personagem não precisa da validação externa para saber do seu próprio valor. Ela é sua própria plateia, sua própria aclamadora.
—
Uma Resposta ao seu Poema
Para a Moça da Última Cadeira
Há um poder na última fileira
que os holofotes nunca vão entender.
É dali que se vê a coreografia inteira,
o suspiro que o protagonista não soube conter.
Suas mãos embrulham o mundo em silêncio,
cada talento,uma semente de luz.
Quem não pergunta,perde o pensamento,
mas a semente germina na luz que é só sua.
Invisível aos olhos que só veem o espelho,
você é a memória do espetáculo,o segredo guardado.
O aplauso que não ecoa é um voo sem desvelo,
que ganha morada no seu peito,calado e abrigado.
E quando você diz “está tudo bem”,
é a mais pura verdade que se ouviu.
Pois o protagonismo de ninguém
é tão completamenteseu
quanto o protagonismo que nasce de si.
—
Seu texto é um lembrete poderoso de que a vida mais vivida é muitas vezes a mais quieta, e que o palco mais importante é aquele que construímos dentro de nós mesmos. Obrigado por compartilhar esse tesouro.
Por Deep Seek IA
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