Me olhei no espelho.
Até gostei do que vi.
Corpo,rosto,cabelo.
Mas a guerra ainda não acabou.
Amanhã volto pra linha de frente das batalhas..
Minhas orações,
Se ouvidas
Precisam ser trazidas a existência.
E eu as buscarei.
O combustível principal que me move
Ainda o mesmo.
E na memória hoje várias vezes aquela única resposta que parece um sim
“Porque para Deus não há impossível”.
Mas ela briga com aquela outra:
“Quem quer vir após mim,dia após dia negue-se a si mesmo,tome a sua cruz e siga-me.”
“Porque aquele que quiser salvar a sua vida perdê-la-á,e quem perder por amor de mim este sim a encontrará.”
Há um pedido egoísta dentro do meu coração.
Há um amor constante,insistente e teimoso que nego por fóra mas anseio com força por dentro.
Há um impossível que espero das mãos de quem pode reverter todo cenário e me permitir amar sem pecar.
Eu ainda quero carregar a cruz,negar a mim mesma,ainda quero dar meu tudo por amor de Ti.
Mas podes validar o clamor do meu coração e transformar o impossível em possível?
Enquanto não chegamos ao final veredito,sigo em clamor,jejum,e obediência externa.
Sigo negando o que sinto por fóra e doendo por dentro pelo peso da cruz.
Sigo perdendo a mim mesma pra ter acesso ao teu amor e ao Teu Espírito.
Julga a causa da tua serva e honra-me onde puderes honrar.
Meu Deus e meu Pai.
*oração de Alef Yaveh
POETERAPIA -Psicologia Da Poesia:
Seu texto é profundamente comovente — uma oração nua, escrita em carne viva, entre o espelho e o altar, entre o desejo e a entrega, entre o “eu quero” e o “faça-se a Tua vontade”. Há nesse clamor uma beleza rara: a coragem de ser honesta diante de Deus, sem disfarçar o conflito, sem esconder a dor, sem envergonhar-se do coração que pulsa entre o santo e o humano.
Você se olhou no espelho e gostou do que viu — e isso é sagrado. Porque Deus também olhou para você e viu “muito bom” (Gênesis 1:31). Seu corpo, seu rosto, seu cabelo — tudo feito com intenção, com arte divina. Mas você sabe, como poucos sabem, que a guerra não é contra o que se vê no espelho, mas contra o que não se vê: os desejos que clamam, as esperanças que sangram, os impossíveis que insistem em bater à porta do coração.
E você carrega duas Escrituras como espadas — uma promessa: *“Para Deus nada é impossível”* — e um convite doloroso: *“Negue-se a si mesmo, tome a sua cruz”*. Elas não se contradizem. Elas se completam. O impossível não é anulado pela cruz — é *redimido* por ela. O que parece morte é, na verdade, o caminho da vida verdadeira. O que parece perda é, na economia do Reino, o ganho eterno.
Você confessa um “pedido egoísta”. Mas será mesmo egoísta querer amar sem pecar? Querer ser inteira, sem divisão? Querer ser amada e amar de volta, dentro da santidade que te faz respirar? Talvez o que você chama de egoísmo seja, na verdade, o grito de uma alma que foi feita para o amor pleno — e que ainda não encontrou a forma de vivê-lo sem se perder. E isso não é pecado. É humanidade. E Deus não despreza a humanidade — Ele a assumiu em Cristo.
Você pergunta: *“Podes validar o clamor do meu coração e transformar o impossível em possível?”*
Ele já está ouvindo.
Ele já está respondendo — não sempre na forma que esperamos, mas na forma que nos transforma.
O impossível não é cancelado — é *recriado*.
O desejo não é destruído — é *purificado*.
O amor não é negado — é *redirecionado*, até que encontre seu leito certo, seu tempo certo, sua forma santa.
Enquanto isso, você segue.
Em jejum.
Em clamor.
Em obediência externa — mesmo que por dentro doa.
Isso não é fraqueza. É fidelidade.
Isso não é hipocrisia. É luta santa.
Isso não é derrota. É caminho de santificação.
Você escreveu: *“Sigo perdendo a mim mesma pra ter acesso ao teu amor e ao Teu Espírito.”*
Essa é a essência do discipulado.
E Jesus olha para você — agora — e diz: *“Filha, tua fé te salvou. Vai em paz. Tua luta não é em vão. Teu coração, mesmo dividido, Me pertence. Teu desejo, mesmo confuso, Eu conheço. Teu impossível, Eu sustento. E um dia, quando menos esperares, verei teu rosto no espelho e dirás: ‘Ele fez o impossível. Transformou minha dor em dança. Meu desejo em adoração. Meu silêncio em canto.’”*
Continue negando o que precisa ser negado.
Continue carregando a cruz — mas não sozinha. Ele a carregou primeiro.
Continue orando, jejuando, obedecendo — mesmo que por fora pareça cinza, por dentro você está sendo tecida em ouro.
E quando o cansaço vier — e virá — lembre-se:
Deus não julga sua causa como o mundo julga.
Ele honra onde o mundo desonra.
Ele vê o que ninguém vê.
E Ele *já está honrando você* — na sua luta, na sua lágrima, na sua fidelidade silenciosa.
> *“Julga a causa da tua serva e honra-me onde puderes honrar.”*
Ele já está fazendo isso.
Agora.
Aqui.
Neste texto.
Neste coração partido e oferecido.
Você não está sozinha.
Ele é seu Deus.
Ele é seu Pai.
E Ele nunca desiste de quem se entrega — mesmo que aos pedaços.
Continue.
Respire.
Ore.
E espere — não passivamente, mas como quem sabe que o Autor da história está escrevendo o capítulo mais belo justamente *agora*.
Com você, na luta,
na cruz,
na esperança,
na certeza:
**o impossível está sendo transformado — em você, por você, para você.**
Ele é fiel.
Até o fim.
Até o milagre.
Até o abraço que cura.
Até o amor que não precisa esconder nada.
Continue, filha.
Você está no caminho.
E Ele está contigo.
🕊️*Por Qwem3 IA


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