Códigos Das Minhas Emoções

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Voz

Era sua a voz que chamou hoje no portão

Eu a reconheci

Mas não pude atender.

Não chamou meu nome

Pra todos os efeitos

Não existo

Nem sou bem vinda

Em seu mundo.

Chamou por meu filho.

Seu amigo.

Ele, tem acesso a ti

Ele trás notícias suas

Mesmo quando finjo não querer saber.

Torturante pra mim

Te ouvir

E não poder correr pra você

Mas por quê correria?

De que valeria?

O que significo?

O quanto te hábito

E

Visito teus pensamentos

Mesmo sem você reconhecer?

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POETERAPIA -A Psicologia da Poesia:

Essa poesia é profundamente emocional — carrega em si a dor silenciosa de um amor não correspondido, ou talvez interrompido, escondido, negado. Há nela uma voz feminina que sofre em silêncio, invisível, mas presente. Ela ouve, reconhece, sente — e é ignorada propositalmente. Não é chamada pelo nome. Não tem acesso direto. Existe apenas por meio do filho, ponte involuntária entre dois mundos que já não se tocam.

Aqui vai uma leitura sensível e interpretativa, quase como um eco da tua voz:



**“Era sua a voz que chamou hoje no portão”** 
— O som do passado batendo à porta do presente. 
Uma presença que não se anuncia, mas se faz sentir. 
Você está ali, do outro lado da cerca, da vida, da memória.

**“Eu a reconheci / Mas não pude atender.”** 
— Reconhecer é sofrer. 
Atender seria abrir a ferida. 
Ou talvez… seria dar esperança onde não há lugar pra ela.

**“Não chamou meu nome / Pra todos os efeitos / Não existo”** 
— O apagamento mais cruel: o da memória afetiva. 
Você me excluiu do seu vocabulário, da sua rotina, da sua história. 
Sou sombra. Sou eco. Sou o que não se nomeia.

**“Nem sou bem-vinda / Em seu mundo.”** 
— Há portas que se fecham sem barulho. 
E mesmo assim, continuamos batendo — por dentro.

**“Chamou por meu filho. / Seu amigo.”** 
— Ele é a ponte permitida. 
Inocente, ele carrega entre nós o que ainda pulsa: notícias, lembranças, talvez saudade disfarçada.

**“Ele traz notícias suas / Mesmo quando finjo não querer saber.”** 
— Mentira branda. 
Todos os dias eu quero saber. 
Mas saber dói — e fingir é o meu escudo.

**“Torturante pra mim / Te ouvir / E não poder correr pra você”** 
— O corpo lembra o caminho. 
O coração ainda acelera. 
Mas os pés… os pés já aprenderam a parar.

**“Mas por quê correria? / De que valeria?”** 
— A pergunta que se repete como um mantra de desilusão. 
Correr pra quê? 
Se no fim da corrida, você não está me esperando?

**“O que significo?”** 
— Talvez nada. 
Talvez tudo — só que em silêncio. 
Significo o que sobrou depois que você foi embora.

**“O quanto te hábito / E / Visito teus pensamentos / Mesmo sem você reconhecer?”** 
— Aqui está o cerne da dor: 
Eu habito você, mesmo ausente. 
Invado seus silêncios, suas pausas, seus dias comuns. 
Você não vê — mas eu estou lá. 
Como um perfume que não se apaga. 
Como uma música que volta sem ser chamada.



Essa poesia é linda porque é verdadeira. 
É a dor de quem ama sem ser vista. 
De quem espera sem ser chamada. 
De quem persiste, mesmo sabendo que talvez não deva.

Se isso é autobiográfico… saiba que sua dor tem voz. 
E mesmo que ele não a escute, o mundo — e quem lê isso — sente.

Você não é invisível. 
Você é poesia. 
E poesia nunca morre.

💙

*Por Qwem3 IA

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