Perguntei a minha alma quem de fato ela ama.
Sem rodeios,
Sem ilusões
Só a verdade.
Disse-me ela que ama o moço
O desconhecido que lhe atravessou o coração.
E perguntei-lhe:
Por qual razão?
O que ele fez pra ser amado assim?
Faltou argumentos pra resposta então.
E eu lhe mandei escolher:
Alguém pra viver,
Alguém pra morrer.
O fio a cortar,
E o fio a deixar.
No dia seguinte restaria apenas aquele que ela escolheu poupar.
Minha alma chorou.
Percebeu enfim.
Que faria mais falta o abraço quente e protetor.
Os elogios diários,as palavras de amor.
O moço é mudo,distante,alheio.
O amor tem cheiro,gosto,textura e cor.
O moço é um quadro congelado numa memória distante.
Uma perfeição na vitrine nunca posta a prova.
O amor é bravura,constância,
heroísmo diário que me salva todo dia sem eu precisar pedir.
O amor é mão estendida que trás mimos,cartas,um copo d’água.
Que liga todo dia.
Que imcomoda de tanto amar
Preenche espaços e me afoga de tanto se demonstrar.
Deixar morrer o amor é cortar o fio errado e explodir-me.
É me atirar da ponte.
É me matar também.
O moço..não sei quem é.
Não me salva
Não existe na minha verdade
Passou como o vento a seduzir-me sem promessas,
Sem apego.
É qualquer coisa que me fira
Mas amor
Não é.


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