Códigos Das Minhas Emoções

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Quando agradamos afinal?


Vendo meu filho  neste domingo à noite, na praça  central da cidade,dirigindo seu carro elétrico vermelho
e tentando fazer amizade com as crianças de bicicleta,sem muito sucesso e visivelmente aflito por isso,me lembrei de mim aos 9 anos de idade,quando fui morar no Paraná com meu pai e pela primeira vez,tive meus pequenos sonhos satisfeitos por ele.Um deles,um wokman vermelho.Fui com ele  no primeiro dia de aula pra escola,pra ser descolada e acabei vaiada e xingada de metida pelos meus novos “colegas”.Eu era só uma menina que sempre esteve “por baixo”tentando estar igual..mas o tiro saiu pela culatra.Chorei muito ,fiquei magoada.
Anos antes,aos 7, quando ainda morava com minha mãe e padastro em SP,eu implorava pra ela comprar um chaveirinho,uma espécie de bip,que todos os meus primos exibiam pra mim naquele domingo na casa dos  avós e me excluíam por eu não ter;

Tive que chorar e me humilhar muito pra minha mãe comprar um pra mim debaixo de xingamentos.Fiquei magoada aquele dia também ,nó na garganta mesmo depois do brinquedo tolo- que era febre do momento na época-estar nas minhas mãos.
Daí que penso:
Quando somos o bastante para ser aceito pela sociedade ao redor?
Se não temos não somos aceitos no “clubinho”dos que tem..
Quando enfim temos ,somos amaldiçoados pela inveja dos que não tem.
Então quando eu tinha,me encolhia culpada por ter e  quando não tinha,me encolhia rejeitada por não ter.
Leva -se anos para encontrar um equilíbrio,pra aprender a  se garantir pelo que somos,independente do olhar com que o outro nos vê.
Queria ter aprendido antes,me magoado menos até encontrar este equilíbrio.
Quero que meus filhos aprendam mais cedo,seu direito de ir e vir, de ter e não ter, e serem respeitados pelos demais e caso não forem ,que prossigam andando de cabeça erguida e sem se sentirem culpados,porque exibidos e orgulhosos sei que não são.
Hoje fala-se muito em privilégios,sei que meus filhos são mais privilegiados do que fui,mas afinal,estou tentando poupá-los de muitas dores que vivi até  chegar onde chegamos,mesmo com a sociedade gritando pra mim o tempo todo que bem menos combinava melhor comigo .


De Ale Barcelos.

2 respostas a “Quando agradamos afinal?”

  1. Eu tive um walkman da mesma cor. Era a minha “Ferrari”. 😊

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    1. Pois é,era a minha tambem2😄😄😄

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