
Esta palavra existe?Sei lá.
Sei que existe in-tocável:O que não se toca.
In-desejável:o que não se deseja.
E então decidi codinominar de “inagradável” a pessoa que dificilmente,por mais que se tente,conseguiremos agradar.
Pode ser um filho(a),um pai ou mãe,patrão,namorado(a),cônjuge ou amigo(a).Esta pessoa não ficará satisfeita com o que quer que façamos por ela.
Tenho uma pessoa assim em minha vida.
Passei a vida inteira tentando superar suas expectativas a meu respeito.Muito sentimento de culpa e insegurança foram gerados em mim a partir deste relacionamento,e embora eu me sentisse triste demorei pra notar que o problema não estava em mim.
Hoje,aos 38 anos,depois de um despertamento sobre minha infância que descrevi na série de 4 postagens aqui no blog que começa em“Lições de Valor Parte 1: Traumas da Minha Infância“,me sinto livre pra continuar amando esta pessoa e cuidando de nosso relacionamento da melhor forma possível,mas de não me esgotar mais tentando agradá-la,já que,logo após eu servi-la em algo que a agrade da primeira vez,meu serviço se tornará da segunda vez insignificante e sem valor aos seus olhos.
A verdade,é que quando amamos de verdade,jamais abandonaremos emocionalmente alguém inagradável,mas,uma vez que isto for detectado,cabe tentar resolver ou numa conversa ou se afastando um pouco,por um breve momento,sempre que necessário,pra se refazer e/ou fazer tal pessoa refletir sobre nosso valor.
Na real,conversar,eu creio,é uma solução melhor do que afastar -se,já que,porque amamos,isto nos causaria desconforto e dor.
Pra terminar deixo estas duas perguntas:
1-Você tem alguém Inagradável em sua vida?
2-Você tem sido Inagradável consciente ou inconscientemente para alguém?
Lembrando que,somos reflexos do que vivemos,talvez o fato de alguém ter sido a vida inteira “inagradável”para você,tenha também te tornado “inagradável”para outra pessoa que te ame muito.
Pense a respeito.

De Ale Barcelos.


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