
Sei que cada caso é um caso e cada pessoa reage de um jeito diferente as coisas que aconteceram em sua vida.
Eu faço parte do grupo de pessoas que sempre se apegaram demais e sentiram todas as coisas latentemente.
Por isso hoje conversando com uma amiga me peguei falando do passado, os amores da juventude e como sofri por cada um deles.
Amores platônicos que duraram anos. Sempre amei longamente a mesma pessoa e quase nunca fui correspondida.
Trago em minha caixa de memórias uma seleta coleção de lágrimas e sofrimentos por caras que eu queria muito ,mas que não me queriam ou não suficiente para assumir isso pública e definitivamente.
E daí que quando mexo nessas lembranças as dores parecem ter acontecido ontem; eu sei que não amo mais estas pessoas ,mas também sei que odeio o fato de ter sido rejeitada por elas.
Odeio minha falta de defesa para estes amores errados. Odeio cada lágrima que derramei ,cada papel de boba que fiz.
Minha amiga então também conta algumas histórias dela, ao contrário de mim nunca se apegou e desfez relacionamentos com muita facilidade; então percebo que fui mesmo sorteada para o papel de boba por muitos anos.
A conversa chega ao fim, nos despedimos e eu olho a minha volta, reconfortada pelo que Deus fez: ele me deu um lar uma família linda e um marido que ainda se diz apaixonado depois de 18 anos de convivência , uma sincera, real e transparente convivência.
A verdade é que sempre que eu remexer as minhas memórias terei essa tristeza no peito latente- como já disse -sei que já não amo aqueles caras, mas odeio o fato de tê-los amado um dia pela simples razão de não ter sido correspondida.
E é isso que dói. Admito.
Mas quem nunca sofreu desilusões que atire a primeira pedra.
Tudo passa nessa vida e a nossa história é com aqueles que ficam; afinal foram eles que provaram que não havia nenhum problema conosco, que todo mundo é digno de um grande amor se estiver procurando por ele.
A estes(que ficam em nossa história e não apenas passam por ela) nosso amor correspondido, verdadeiro amor nascido da maturidade e da convivência ;a estes nosso respeito infinito e gratidão.


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