
Estou realmente exausta.
Talvez uma parte de mim morra essa noite,de exaustão.
Pode ser que uma parte , feche os olhos daqui a pouco e não acorde amanhã .
Outro eu acorde
sem tal pedaço.
A paciência se esgota,
nada me conforta.
Então me deixo morrer.
Me entrego sem mais resistência e sem cenas dramáticas.
Apenas silenciosa morte
Como silenciosa foi a espera
enquanto eu por ti passava.
Deixo porém algumas palavras; encomendadas para a escrita da lápide
Em letras douradas esculpidas e cravadas no frio mármore ,
Futuramente lidas caso eventualmente me visites:
“Aqui jaz alguém que muito tentou,esperou,e morreu de tanto esperar.“
Mas se as ler um dia,saudoso ,
já não chore,
O leite derramou-se.
Teu choro é uma ofensa.
A fonte esgotou-se,
É tarde.
Poesias e reflexões de Alef Yaveh

