
Pensamentos agitados durante a tarde.
Até tentei descansar mas não consegui.
Gabriel( meu filho ,22)com o namoro(2 anos) em crise,me deixou ainda mais atordoada.Falaram em terminar.
A quebra de vínculos dele dói até em mim que dirá quanto doeria para ele.Alguem vem e ocupa cerca de 80% da sua vida.Cria- se vínculos físicos,afetivos familiares,de dinheiro e sociais.
Como romper com estes vínculos do absoluto nada e sair inteiro?Não é totalmente possível. É possível diminuir os danos com cautela,sabedoria..mas não é possível passar por rompimentos sem dor.
Mas quando olho pra ele e de volta pra mim,digo: filho, se tiver que romper,que seja agora,não é ainda uma casamento, é um namoro,não há filhos. Parece tarde,mas é bem mais cedo do que pra muita gente.
Eu não quero torcer contra,mas há algo do qual tomo partido: a saúde emocional dele.Porque o que dói nele me dói. Então, se perceber que o navio está afundando,que ele coloque seu colete salva vidas ,prepare seu remo e barquinho,não seja pêgo desprevenido,as pessoas dão sinais,cabe observar.
Sei lá. Essa conversa me deixou angustiada.Por todo vínculo que se rompe,porque toda quebra antes de qualquer recomeço dói. Porque ninguém pode mudar uma estação emocional da vida,ileso da dor da separação e rompimentos de vínculos.E porque o que vem depois,seja bom ou ruim,ainda está encoberto para nós.

