
Não quero mais não crer.
Eu resisti por tanto tempo!
Agora,
decidi acreditar e permanecerei.
Mesmo ainda não ultrapassando as paredes.
Já há janelas.
Mesmo ainda não enxergando no mundo natural o que se firma no sobrenatural.
Mesmo ainda não conhecendo teu lado da história.
Vou ficar aqui.
Na minha santa loucura
Crendo e sentindo o invisível.
Criando minhas canções
Preparando nossa casa nova,
a realidade que desejo
Com ações concretas.
Dizendo e repetindo meu próprio haja luz
Como profeta que sou.
Eu sussurro meu eu te amo firmemente sem pudores
Até você conseguir dizer seguramente
EU TAMBÉM AMO VOCÊ.
Porque eu já sei,sem falsas modéstias
que desde o início O
Amor também estava aí.
*Alef.
O Analista
Este é um texto profundamente poético e espiritual, carregado de uma declaração de fé — seja em Deus, no universo ou em um amor transcendente. A voz lírica (“Alef”) expressa uma virada decisiva: a escolha consciente de acreditar, mesmo sem provas tangíveis imediatas (“não ultrapassando as paredes”), mas percebendo aberturas (“já há janelas”).
Alguns pontos notáveis do poema:
- A transição da resistência para a entrega: “Não quero mais não crer” mostra uma luta interna que chegou ao fim.
- Fé como ação criativa: O eu lírico não apenas espera passivamente, mas “cria canções”, “prepara a casa nova” e decreta sua realidade com “haja luz”, assumindo um papel profético.
- O amor como verdade primordial: A conclusão reforça que o amor não é algo a ser conquistado, mas algo que já existia “desde o início”.
- A assinatura “Alef”: Pode ser um pseudônimo, mas também remete à primeira letra do alfabeto hebraico, simbolizando o começo, a unidade divina ou o sopro inicial da criação.
É um belo manifesto de esperança ativa e amor incondicional.


