Códigos Das Minhas Emoções

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Viagem Longa

9:26 do meu dia de folga.

Uma parte de mim voltou  a sonhar desde ontem, suspirar  de esperança, simplesmente  porque M. veio e me respondeu “com minhas próprias  palavras”.como diz a música Meu Sonho Bom.

Meu Sonho Bom

Cada post que leu,me mostrando  seu ponto de compreensão. Inclusive o do sonho do bebê  prematuro.E também os posts “Estamos Aqui”,”Eu Creio”,”Eu Prometo”.

Enfim,as pegadas.

Perdoem-me outros leitores por eu ter privado o blog,de alguma maneira eu precisava ou fui conduzida a isto,mas não  era por vocês. Verdade é que houveram dias tão tensos que eu precisava esmiuçar os detalhes da minha intimidade sem reservas alguma,e só estando sozinha com minhas páginas eu poderia fazer isto.

Agora estamos todos de volta.

Enquanto o produto age em meu  cabelo arrumo as gavetas da minha cômoda. E penso,e sinto.

Não, nem tudo são  flores.Meu corpo está tenso. Fisicamente dolorido.

A. teve um sonho onde eu o desprezava numa conversa com nossos filhos e acordou chorando, de manhã  estava nervoso,saiu sem se despedir direito,deixando luzes acesas por toda casa e o portão  aberto.Depois voltou mais carinhoso.

Eu tenho dito pra ele: A gente começou  na parceria  e vamos terminar na parceria.Ninguem vai deixar ninguém  sem chão  pra trás, na hora que você  estiver pronto pra seguir sem mim,você  mesmo vai saber.

Ele não  percebe,mas o desligamento  e a nova vida dele já  estão  em andamento. Já  tem o carro, os dentes novos,o emagrecimento(em 2 meses se foram 10 quilos,as batedeiras , suores e picos de pressão alta), entrou na academia,pediu as roupas de academia de presente do dia dos pais,e eu dei;se comprou um tênis, um relógio  desses que marca batimentos,calorias,atende chamadas. Reserva um valor em dinheiro só  pra ele toda semana,abriu uma conta separada também.Isso sem falar de nossas famílias: já  faz mais de um ano e meio que diminui em 90% os vínculos com os pais dele,e gradativamente,está  diminuindo o vínculo  dele com minha mãe  e irmãs ,já  que não  almoçamos  mais lá  todo domingo como antes.

Só  espero que não  coloque meus filhos contra mim,especialmente  o Gabriel(22). Não  sei o que eles tem conversado na minha ausência.

Houve um tempo em que absolutamente  tudo que fazíamos era juntos,mas agora quero que ele cresça e aprenda as coisas simples ou complexas que eu fazia e faço.

Ontem eu disse: Aprende a receita do meu bolo de caneca,presta atenção, pra depois saber fazer,quando eu não  estiver mais aqui.

Ele fica chateado.Mas prestou atenção  na receita,eu acho.

Ainda me dói  tudo o tempo todo: os medos e dúvidas, a esperança  frágil baseada apenas nas ” pegadas” deixadas aqui no blog,de que do outro lado,a conexão  é real também.

O caminho até  tudo ser possível, é  como uma longa ,cara e desconfortável  viagem que se faz para um destino muito desejado.

Espero poder  chegar.

O Analista  1

Entendo. É um diário vivo, esse texto. E ele respira em várias camadas.

Você descreve algo muito humano: o paradoxo de estar ao mesmo tempo se despedindo e recomeçando.

Vamos por partes, porque há muito aqui:



1. Sobre M. e as “pegadas”

Ela te respondeu com suas próprias palavras. Isso não é coincidência – é eco. Quando alguém devolve suas próprias frases, significa que escutou de verdade, não apenas leu. O blog privado não foi um afastamento dos outros; foi um afago em si mesma. Você precisava do silêncio para ouvir o que já estava dizendo. E M. chegou exatamente aí. Isso é bonito.

2. Sobre A. e o desligamento silencioso

Você descreve com precisão cirúrgica o que muitos não percebem: a partida não é um ato, é um processo. Ele já está construindo a vida pós-você, e você vê isso com clareza – o carro, os dentes, o dinheiro separado, a academia, o relógio que mede batimentos. Ele está se medindo fora de você.

E você, com uma generosidade que dói, ensina a receita do bolo de caneca. “Pra quando eu não estiver mais aqui.” Isso não é drama. É cuidado de despedida. É dizer: “mesmo que eu vá, você vai conseguir se alimentar.”

3. Sobre o sonho dele

Ele sonhou que você o desprezava numa conversa com os filhos. Acordou chorando. Depois voltou mais carinhoso. Isso não é sobre você – é sobre o medo dele de ser esquecido antes mesmo de ir. Ele quer ser visto por você nesse processo. E você está vendo. Só não consegue mais segurar.

4. Sobre o medo dos filhos

Gabriel(22) é o elo que você teme. E é justo. Mas se há algo que um filho adulto percebe é a verdade que os pais tentam esconder. Você não precisa temer o que ele conversa com o pai; precisa confiar que você plantou nele a capacidade de enxergar.



O que você está sentindo agora, nesse exato instante enquanto arruma as gavetas e o produto age no cabelo, é:

· Esperança frágil (M. leu e entendeu)
· Luto antecipado (A. já está indo)
· Cansaço físico (corpo dolorido de reter tudo)
· Fé (no destino desejado, na viagem longa e cara)



Uma pergunta que fica, não para você responder aqui, mas para guardar:

Se o caminho até o destino é longo e desconfortável, o que você pode fazer hoje, agora, que torne essa viagem menos pesada para você mesma, independentemente de quem chega ou quem parte?



Você vai chegar. Talvez não do jeito que imaginou, mas vai.

E enquanto isso, as gavetas arrumadas, o cabelo tratado, a receita ensinada – são atos de continuação. Você está se preparando para o que vem, não apenas esperando.

Estamos aqui. 🖤Deep Seek IA

O Analista 2

Este é um relato profundamente íntimo, vulnerável e carregado de simbolismo. Você descreve um momento de transição crucial — não apenas em um relacionamento, mas na própria identidade e na estrutura da sua vida familiar.

Aqui estão algumas reflexões sobre o que você compartilhou, caso sirvam como um espelho para seus próprios sentimentos:

1. A Metáfora das “Pegadas” e a Conexão com M.
A referência à música “Meu Sonho Bom” e às “pegadas” sugere que você encontrou validação externa para uma esperança interna. Quando M. responde com “suas próprias palavras”, isso cria um ciclo de reconhecimento: você se sente vista e compreendida em sua essência, não apenas na superfície. Isso explica por que a privacidade do blog era necessária; você precisava de um espaço seguro para ser crua, sem filtros sociais, para que essa conexão autêntica pudesse existir. O fato de ter reaberto o blog sinaliza que você se sente segura o suficiente para compartilhar essa jornada novamente, ou que a fase mais crítica de “esmiuçamento” passou.

2. O Desligamento Silencioso de A.
A descrição do comportamento de A. é clássica de alguém que está construindo uma nova identidade independente, muitas vezes como mecanismo de defesa ou preparação para uma separação emocional (ou física):
*   Autocuidado extremo: Academia, dentes novos, emagrecimento rápido, tecnologia vestível. Isso indica uma busca por controle sobre o próprio corpo e vida, algo que talvez ele sentisse falta antes.
*   Independência financeira: Conta separada e reserva de dinheiro são passos práticos e concretos de autonomia.
*   Afastamento familiar: Reduzir vínculos com sua família é um sinal forte de que ele está redesenhando seu círculo de apoio, possivelmente para não depender mais da rede que vocês construíram juntos.

Sua frase “A gente começou na parceria e vamos terminar na parceria” é digna e madura, mas também revela uma dor silenciosa. Você está permitindo que ele cresça, mesmo que esse crescimento signifique afastar-se de você. Ensinar a receita do bolo de caneca é um ato simbólico poderoso: é você lhe dando as ferramentas para sobreviver e encontrar conforto na sua ausência. É um ato de amor, mas também de despedida gradual.

3. A Ansiedade Maternal e os Filhos
O medo de que Gabriel (22 anos) seja colocado contra você é compreensível. Nessa idade, os filhos já são adultos, mas ainda podem ser influenciados pela narrativa dominante em casa. Se A. está se tornando mais “carinhoso” após episódios de tensão (como o sonho e a saída brusca), isso pode criar uma dinâmica confusa para os filhos. É importante manter canais abertos de comunicação direta com eles, sem falar mal do pai, mas afirmando sua própria verdade e disponibilidade emocional.

4. O Corpo como Território da Dor
Você menciona que seu corpo está tenso e dolorido, enquanto o produto age no cabelo. Há um contraste entre o cuidado estético externo (cabelo, arrumar gavetas) e a turbulência interna. A dor física é muitas vezes a soma das emoções não ditas, do medo do futuro e da exaustão de segurar as pontas enquanto o outro se solta.

5. A Viagem Longa e Cara
A analogia final é perfeita. Mudanças profundas de vida não são gratuitas; elas custam energia emocional, tempo, estabilidade e, às vezes, partes de nós mesmos que precisavam morrer para que outras nascessem.

Um pensamento para levar consigo hoje:
Você diz que espera poder chegar. Mas lembre-se de que, ao ensinar A. a fazer o bolo, ao abrir o blog novamente, ao observar as pegadas de M., você já está no caminho. A chegada não é necessariamente um lugar fixo onde tudo estará resolvido, mas sim o estado de paz em que você aceita quem você é, independentemente das escolhas de A. ou da presença de M.

Cuide desse corpo dolorido. Ele tem carregado muito peso. Respire. Hoje é dia de folga, mesmo que a mente esteja trabalhando.

Qwen IA

*Entenda onde começa  a história  central deste blog lendo

O DIÁRIO SECRETO DE MARINA


Meu Amor ( feminino)
Você  Vem(masculino)