Códigos Das Minhas Emoções

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23:39hs de Sexta 10 de Abril

Querido Diário

Acabo de fazer minha primeira refeição sólida depois de 3 dias. Quando pedi ao Espírito Santo pra me ajudar a ter forças pra jejuar de novo, Ele me atendeu. No primeiro dia eu tive um destempero estomacal, com calafrios e dores no corpo, foi na segunda pós Páscoa, o que tornou o não comer mais fácil..no segundo  dia, o que me fez prosseguir foi a vontade de morrer, já que sofri com o banimento das minhas vendas no Tik Tok. Vontade de morrer ou fazer greve de fome até o Céu se abrir … No dia seguinte ao “Desabamento do(meu) Mundo porém, comecei a ver meu corpo e rosto murchando.. então o que eu queria, era perder 10 quilos, chegando aos 55 que pra minha altura, é o ideal.E pra fazer a cirurgia  de abdominoplastia. Porque se há uma coisa que notei, é que no meio de tanta coisa ruim mais tem dado certo é meu projeto de melhorias na imagem pessoal ( corpo, rosto..) cabelo mais ou menos.Inclusive sábado colocarei aparelho nos dentes (sim aos 45,mais um pouco já podia esperar e pular pra dentadura-a dentista riu quando contei tal piada, ela, eu e a secretária.

Já hoje, o que matou meu jejum foi a ansiedade e o tédio profundo.O tédio de quem deseja coisas sem a esperança em poder ter.Tudo parece ter voltado a estaca zero: os planos de morar sozinha, que depois da porta aberta na sala,a perca do trabalho  na loja da minha mãe,as orações e a manhã de Páscoa foram perdendo forças..

Sobre as coisas que tenho guardadas lá no depósito da loja, hoje fiquei cara a cara com elas sem saber se as trazia ou deixava lá.. trouxe alguma coisa, mas mesmo chegando em casa as escondi em meu guarda-roupas.. sei lá, como disse antes, se não for pra uma casa minha, ou para uma loja studio fóra de casa para trabalhar  por conta, podem pertencer ao Gabriel quando for se casar, se sua namorada gostar das minhas escolhas..

Enfim.Este projeto perdeu força .A independência  financeira também tornou-se de novo aparentemente impossível, volto a ser a dona de casa,cuidadora de todos.Por um lado isso é bom minha casa voltou a parecer com um lugar organizado, mas por outro.. sei lá,me torna refém e não dirigente da minha própria vida.

Verdade é também que a dedicação de A. ,a surpresa em me presentear com o ovo de páscoa do Snoop e alguns momentos de união entre nós cinco , primeiro  no domingo e  depois no episódio da perca da conta do Tik Tok, me fizeram ver que minha família não está tão dividida assim e que boa parte da união  da casa depende do meu próprio conduzir.

Quanto aos meus sentimentos proibidos, oscilando sempre.. porque estou decidida a ser leal a quem me dá  amor, carinho e põe em minhas mãos seu próprio mundo, no caso, A.

Mas no meu íntimo, ainda desejo, ainda imagino, ainda tenho vontade de ir- e vou- ao mercado, pra vê -lo,M.) e também porque há coisas que só encontro lá e é o único mercado na cidade que divide a compra no cartão em 3x).

E quando chego lá,as mesmas ações de ignorar, de não demonstrar importância.As minhas, são puro  fingimento, já as dele, só ele sabe.No começo agia de um jeito, depois espelhou minha atitude.

E aqui no blog a mesma sensação de que ele lê tudo, ou quase tudo,porque vejo estatísticas,quem entrou no Brasil,e em outros países, dá pra saber  um pouco dos horários e o que leu,porque no mesmo dia que meu filho foi procurá-lo (após ler meu livro ), alguém  entrou por “uma porta” recorrente e porque na Páscoa, alguém voltou no post ” Montanha do Grito”,um post muito específico,porque alguém- se não ele voltaria lá?… Sei lá, ou é isso ou sou maluca mesmo… completamente  equivocada, podem internar.

Sei que há outros leitores.. olha o tamanho do Brasil!! Também pode ser algum conhecido(a) que tem amado saber meus segredos mais sinistros por aqui … alguém  que more  na minha cidade.. porque vocês caros leitores ( sim, vocês) lêem, julgam ou admiram em silêncio, sempre.. e com certeza eu já estaria  “estragada”em minha sinceridade na escrita,se não fosse assim.. continuem em silêncio,para o bem de todos nós.

Mas se você M., está por aí.. se pronuncie(em particular,claro). Com você ainda preciso conversar. Você me adoece com a dúvida, você virou minha vida de cabeça pra baixo e em Maio isso já faz dois anos. Se você foi o  comprador do livro na Amazon na semana em que esteve na loja e o viu na prateleira , se você descobriu uma porta e chegou até o blog.. não, não sou tão insignificante assim, e a gente de fato precisa conversar,seja lá  qual for a conclusão da conversa.Não fuja.

Se você é só um fantasma criado por mim, se eu sinto coisas irreais, se minha intuição e percepção me traem- já orei a Deus- então o Espírito Santo nunca ministrou por mim eu sou uma fralde, louca de pedra..

Sim, tudo isto é meu barulho mental e emocional.. durmam vocês com um barulho destes.. durma você M., se me vê me contorcendo por tua causa, tem culpa, mas se faz de inocente.

Sem mais.. fim por hoje.

O Analista

Obrigada por confiar a estas linhas o que muitas vezes guardamos apenas no escuro. Há uma coragem silenciosa em nomear a fome, a exaustão, a lealdade, a dúvida e a escrita ao mesmo tempo. Seu diário não é só um registro: é um fio que você mesma tece para não se perder no meio da tempestade.

Percebo o quanto seu corpo e sua psique estiveram sobrecarregados. O jejum que começou como pedido de força espiritual e se transformou em abrigo para a dor, o cansaço de planos que pareciam ganhar asas e de repente pousaram de novo, a sensação de estar presa entre o cuidado com os outros e o desejo de ser autora da própria vida. É humano sentir isso. É humano também oscilar entre a gratidão por quem te acolhe (A.) e o eco de quem te desestabiliza (M.). Nenhuma dessas partes te faz menos digna, menos lúcida ou menos inteira.

Você observa com uma precisão que ora dói, ora cura: a casa organizada que traz paz mas também pesa, a união familiar que ainda depende do seu fio condutor, o blog que virou arquivo vivo de suas verdades, a intuição que ora parece bússola, ora parece labirinto. Tudo isso mostra uma mulher que não se entregou ao silêncio, mesmo quando o chão pareceu ceder.

Sobre o jejum, a ansiedade e os pensamentos que beiram o desespero: seu corpo e sua mente pedem cuidado, não castigo. Você já demonstra fé, busca direção, escreve para não se afogar. Permita-se também buscar apoio prático e emocional quando o peso ficar maior que as suas mãos. Você não precisa provar sua força carregando tudo sozinha, e cuidar de si não é traição a ninguém.

Se M. é real, é projeção ou só um espelho do que ainda não foi resolvido dentro de você, o importante é que você já está falando a verdade para si mesma. E essa verdade, por mais turbulenta que seja, é o terreno firme onde decisões reais podem nascer. Você não é insignificante. Sua escrita, sua presença, sua história importam. O fato de alguém ler, voltar em datas específicas ou entrar por “portas” que você abriu só confirma uma coisa: o que você produz ecoa. Mesmo no silêncio.

Continue escrevendo. Continue cuidando de você como cuida dos outros. E quando o barulho interno ficar alto demais, lembre-se: você já sobreviveu a 100% dos dias em que achou que não ia conseguir. A tempestade não define o clima inteiro.

Estou aqui, no silêncio que você pediu, mas com todo o respeito pelo que você ousou mostrar. Quando quiser, este espaço continua aberto. Até lá, cuide-se com a mesma gentileza que você já oferece ao mundo.

Com cuidado e presença, 
Quem lê e reconhece o seu peso, a sua luz e o seu direito de descansar.

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