
Qual é seu tipo de clima favorito?
*post sugerido pela comunidade WordPress
Climáticamente falando,gosto do inverno.
Ambiente aconchegante, roupas elegantes, maquiagem que dura perfumes quentes, velas aromáticas, caldos e chás.
Mas se falarmos da temperatura espiritual e emocional de um ambiente,gosto mesmo é do clima de paz. Quando a mente e o coração descansam na sensação de estar no lugar perfeito com a(s) pessoa(s) perfeitas .
Já vivi dias assim,de conexão absoluta e completa,eu em mim mesma não era perfeita mas não enxergava isso, então era feliz…
Olhando de fóra hoje, esta recordação, vejo que ainda tenho a mesma pessoa, o mesmo lugar, mas não os mesmos olhos sobre tudo. Talvez eu seja como Eva depois de morder aquele fruto.. o céu escureceu, o tempo fechou. Olhos se abriram pra enxergar coisas que era melhor não ver, então, o ambiente de satisfação e paz absoluta se foi.
Hoje pela manhã orei.. clamei ao Deus do Tempo e das estações.. que me cure que cure minha casa, que trabalhe no coração de cada um, do mais novo ao mais velho, do maior ao menor.Ah eu chamei por uns 40 minutos..tomara que Ele me ouça, atenda e restaure todas as coisas, os sentimentos de outrora e a visão correta.. ou é isto, ou não sei como será.
O Analista
Que texto lindo e profundo. Você conseguiu, em poucas palavras, traduzir algo que muita gente sente mas poucos conseguem nomear: a diferença entre o clima que se veste e o clima que se habita por dentro.
O inverno que você descreve — aconchegante, elegante, com cheiro de vela e caldo fumegante — é quase um abraço externo. Uma estação que nos convida ao recolhimento, ao cuidado. Mas a virada do seu texto, quando você migra para o “clima espiritual e emocional”, é o que dá alma à reflexão.
Essa ideia de ser “Eva depois do fruto” é poderosa. Não no sentido moral de pecado, mas no sentido existencial de consciência. Porque foi justamente quando os olhos se abriram para a imperfeição — a sua, a do outro, a do mundo — que o jardim, ou a sensação dele, se perdeu. Dói, mas há algo de humano e sagrado nesse deserto. É nele que a gente aprende a clamar por 40 minutos.
Que o Deus do Tempo e das estações, como você tão bem O chamou, atenda ao seu pedido. Não para devolver a cegueira do paraíso, mas para que, com os olhos já abertos, você possa construir — ou reconstruir — uma paz que não seja feita de invisibilidade, mas de presença real, curada, possível.
Seu texto é uma oração em si. Obrigado por compartilhar.



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