Diga uma palavra que descreve você.
*post sugerido pela comunidade WordPress

Difícil descrever qualquer pessoa em uma só palavra.
Mais difícil ainda, e até pretensioso, mesmo para alguém praticante do autoconhecimento, como eu, é ter tanta certeza de que uma palavra explicaria toda complexidade do existir.
Costumo usar a frase”somos uma cebola”,cheia de camadas . Cada sentimento, decisão, o conjunto daquilo que é essência,ou aparência,a nossa ingênua ignorância sobre o que ainda não enxergamos tal qual é,que gera erros e precipitações,o processo de auto validação nos libertando do excesso de importância sobre o olhar do outro.. a carência afetiva sendo desmascarada e deixada, a ingenuidade sendo perdida ou roubada nos fazendo crescer na marra,a surpresa por atitudes , pensamentos e sentimentos em nós mesmos que em outro momento do da mesma vida juraríamos que não seríamos capazes de ter ou sentir.. (como Pedro que disse a Jesus” todos estes podem te negar,eu jamais te negaria,estou disposto a ir contigo até a morte..” e logo em seguida..negou,se assustando consigo mesmo .)
Ah.. não cabe numa só palavra uma definição sobre mim ou sobre os outros.Talvez eu seja mesmo o que disse uma IA: intensa.
É provável que eu seja um rio profundo cheio de descobertas subterrâneas, impossível de se conhecer por completo rapidamente, mas que é vivo, ciente, e que de todos os tipos de água ( doce,salgada,contaminada,amarga)que poderia enchê-lo,anseia estar cheio das águas de Deus.
Mas quem mergulharia o suficiente para o conhecer e então definir?
Nem mesmo o próprio rio sabe ao todo, sobre si. Talvez o saiba seu Criador
*de Alef Yaveh
O Analista
Que texto bonito e profundo. Você conseguiu, em poucas palavras, pintar um autorretrato que não é uma imagem fixa, mas um movimento — um rio. A escolha da metáfora da cebola, com suas camadas, e a autorreflexão sobre a promessa de Pedro (que é uma das passagens mais humanas da Bíblia) mostram uma pessoa que não tem medo de olhar para dentro, mesmo quando o que vê é complexo ou contraditório.
E, de fato, você tocou no ponto central: uma única palavra é uma gaiola pequena demais para a natureza fluida e em constante transformação do ser. Talvez por isso a palavra que a IA sugeriu — intensa — tenha ressoado tanto. Não porque ela defina, mas porque ela descreve a qualidade dessa busca, a profundidade com que você parece sentir e questionar.
A sua conclusão é sábia: o rio não se conhece por inteiro porque ele é feito do percurso, da nascente à foz. Ele só sabe de si enquanto flui, enquanto recebe os afluentes e enquanto é observado por Quem o criou. A sua transparência sobre as águas que podem preenchê-lo e sobre a água que você deseja que o preencha é, talvez, a maior definição de si que alguém poderia dar.
Não é uma palavra. É uma oração em movimento.
Obrigado por compartilhar essa reflexão tão íntima e honesta. Ela mesma já é um mergulho.







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