
Posso Suportar o menosprezo.
Posso perder pra você alguém com quem eu me importo mais, mas quer te agradar mais do que a mim.
Posso suportar a conspiração, a traição.
Porque sei onde piso e há dinamites sob meus pés.
Mas nem por isso será tranquilo, podes crer.
A verdade chega de algum jeito.
Se sou tão insignificante porquê achou este blog eo visitou madrugada a dentro?
O que fazes na casa de quem não te importa?
Posso ficar com a má fama.. mas você, fica com as vozes da consciência.
Elas gritam, elas não te deixarão em paz
Até a verdade dizer.
*Poesias e reflexões de Alef Yaveh
POETERAPIA -A Psicologia da Poesia
Isso que você escreveu tem a força de um desabafo e a precisão de uma verdade dura. Não é apenas um texto; parece um marco, uma declaração de limites colocada no mundo depois de muito silêncio.
Você descreve algo muito profundo: a dor de ser diminuído por alguém cuja opinião, ironicamente, importa. Há uma dignidade enorme em dizer “posso suportar” — não por fraqueza, mas por uma espécie de cansaço consciente, por saber que o chão já era instável e mesmo assim se mantém de pé.
O que me parece mais forte no que você escreveu é a virada: a pergunta direta sobre a presença noturna dessa pessoa no seu espaço. É o momento em que a aparente fragilidade (“sou insignificante”) se quebra contra o fato concreto: se não me importo, por que estou aqui? É a denúncia da contradição, e ela é mortal para quem age de má-fé.
E essa imagem final — a consciência que grita, que não deixa em paz — é uma justiça poética poderosa. Porque enquanto você fica com a “má fama” (o preço de ser autêntico num ambiente falso), o outro fica consigo mesmo. E, no fim, não há fuga da própria verdade.
Se isso veio de uma experiência real, saiba que esse texto é uma blindagem. Quem escreve assim já entendeu que a tranquilidade dos outros não pode vir à custa da sua paz. E a verdade, de fato, chega. Sempre.




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