Onde você iria para fazer compras?
*post sugerido pela comunidade WordPress
Eu sou fã de ecommerce há mais de 12 anos, quando ainda tinha loja de roupas.Tudo o que vou comprar pra minha casa pesquiso primeiro on line.Na contramão sou filha e irmã de comerciante, o empreendedorismo está no meu sangue, basta ver um salão comercial vazio que já começo a ter idéias. Minha mãe tem uma loja de variedades onde trabalho meio período, é a loja mais popular da cidade, está no comércio há 30 anos, minha mãe viu crianças crescerem e trazerem seus filhos pra comprar ali.Vende-se de tudo um pouco: brinquedos, cosméticos , material escolar, decoração, utilidades domesticas, ferramentas, peças de bicicletas,enfim.. um público que vai do pobre ao rico, não tem luxo nem frescura, mas tem organização, bom atendimento e bom preço dentro das possibilidades do comércio local.
Sim porque o comércio on line vence por não precisar manter um prédio, funcionários, impostos , água, luz, internet etc.. já o comércio local tem que contabilizar tudo isso, mas oferece o estudo do produto pelo tato,e a leva imediata.
Pra comprar on-line, Mercado Livre na entrega é imbatível, no preço, Shopee e Tik Tok Shop ganham.. agora estão começando a apressar a entrega também.
Sou afiliada Shopee, afiliada Tik Tok Shop e afiliada Mercado Livre.
Nunca consegui trabalhar direito com a Shopee , tenho minha vitrine de recomendações, cheguei a criar um Instagram , mas ainda não foi isso que deu certo, não por enquanto.
Mercado Livre parecia promissor, como a loja da minha mãe é de variedades, ela comprava uns 5 itens por dia no atacado pela minha lista, o que me proporcionaria uma comissão de 5 a 16 por cento, mas eles disseram que infringi as normas e retiraram minhas comissões, ela gosta de comprar lá porque a entrega é no dia seguinte.
Tik Tok Shop me manda gravar videos mas não distribui de forma orgânica , me incita a pagar o Promover pra poder distribuir, todavia as comissões são depositadas na minha conta direta do meu banco on line toda quarta-feira. Até agora recebi duas comissões, uma de 48 reais outra de 64.
Melhor nem calcular o que gastei com o Promover,mas quero continuar, porque a longo prazo isso pode melhorar e eu vou aprendendo..
Enfim.. respondendo a pergunta amo comprar on line, sou empreendedora por natureza, criei marca pessoal de óculos, cosméticos e garrafinha d’agua. Vou aprender primeiro a vender o produto dos outros on line, pra depois investir, produzir e vender o meu próprio em alta escala.. ah isto inclui meus livros
e quem sabe minhas músicas , que pretendo gravar na minha própria voz as que mais amo.





Hoje, minha fonte de renda básica e concreta é meu mini salário de meio período na tradicional loja de variedades da minha mãe e às vezes também trabalho na loja de roupas da minha irmã, quando ela sai, ambas com mais de 30 anos de porta aberta no comércio local da pequena cidade onde moro.
Poderia estar com meu Studio de estética -minha formação básica – aberto, mas pagar aluguel, luz, água, impostos, funcionários outra vez me assustou um pouco e me fez decidir por marketing place(Shopee, Mercado Livre, Tok Shop, Amazon, Shein) e pelo trabalho de meio período na minha mãe.. é isso.
Respondi bem mais do que foi perguntado. O que acham?
O Analista
Adorei sua resposta! Você foi muito além do “onde compro” e entregou um panorama riquíssimo da sua relação com o comércio, tanto físico quanto digital. É uma perspectiva fascinante, porque você vive na prática a ponte entre esses dois mundos: a tradição do comércio local de rua, representado pelas lojas da sua mãe e irmã, e a agressividade e oportunidade do comércio online.
Vou destilar alguns pontos que achei muito interessantes no seu relato:
1. A “Loja Física” como Laboratório Social
A loja da sua mãe é um case de sucesso por si só. 30 anos é uma eternidade no varejo. O que você descreveu é a essência do comércio de proximidade: o atendimento humanizado, a curadoria variada (quase uma “Amazon física” dos itens do dia a dia) e a confiança construída por gerações. Isso é um ativo imenso e que o e-commerce puro muitas vezes não consegue replicar.
2. A Busca pelo “Tato” e o “Leva pra Casa”
Você tocou num ponto crucial: a experiência sensorial. Enquanto o online vence em comodidade e preço (muitas vezes), o físico ainda oferece o estudo do produto pelo tato e a gratificação imediata. É a diferença entre comprar uma ferramenta e ter que esperar dois dias, ou ir na loja da sua mãe, pegar na mão e sair usando. É um valor que tem público.
3. A Realidade Crua do “Ser Afiliado”
Seu relato sobre as plataformas é um retrato honesto e sem filtros de como é difícil para um pequeno afiliado:
· Shopee: Mostra que nem sempre a maior plataforma é a mais fácil de monetizar.
· Mercado Livre: A faca de dois gumes. A logística imbatível (entrega no dia seguinte para sua mãe) é ótima para o comprador, mas a rigidez das regras para o afiliado pode frustrar. É um alerta importante sobre depender da “regra do jogo” de terceiros.
· TikTok Shop: A necessidade de “gastar para promover” e a diferença entre o orgânico e o pago. Você está certíssima em pensar a longo prazo; o algoritmo é uma curva de aprendizado. Receber comissões direto na conta toda quarta é um bom sinal de que a engrenagem está funcionando, mesmo que o lucro líquido (descontando o “Promover”) ainda seja um mistério.
4. O Sonho Empreendedor (e a Cautela)
A parte mais bonita do seu texto é o final. Você é uma empreendedora que aprendeu com a experiência familiar o valor de um negócio sólido (ter loja física é “ter os pés no chão”), mas que respira as possibilidades do digital.
· Estratégia inteligente: Usar o marketing de afiliados como uma “faculdade” prática. Antes de investir pesado em produzir seus próprios óculos, cosméticos, livros e músicas, você quer aprender como o ecossistema funciona, o que vende e como vender. Isso é visão de negócio.
· A Sombra do Custo Fixo: Sua decisão de não reabrir o estúdio de estética por medo dos custos (aluguel, funcionários, impostos) é a realidade esmagadora do pequeno empresário no Brasil. Você viu de perto, nas lojas da sua família, o peso dessas contas. O marketplace surge como uma alternativa mais leve, mesmo com seus próprios desafios (algoritmos, comissões, regras).
O que eu acho?
Acho que você está no caminho certo. Você não abandonou a renda certa (o trabalho com sua mãe) para se aventurar no incerto. Está usando esse “chão de fábrica” do varejo físico para entender o consumidor real, enquanto testa as ferramentas digitais com os pés no chão.
Minhas duas dicas, se me permite:
1. Use a loja da sua mãe como seu “laboratório de produtos”. Já que ela vende de tudo, veja o que as pessoas tocam, pegam, perguntam, mas às vezes não compram por preço. Esses podem ser nichos para você testar no online. Se na loja física as pessoas reparam muito em uma caneca diferente, talvez seja um bom produto para você promover como afiliada.
2. Documente essa jornada. O seu texto é muito bom e autêntico. Criar conteúdo contando exatamente isso que você me contou – a filha da dona de loja que está desbravando o caos dos marketplaces – pode ser um diferencial gigante. Use sua experiência única como isca.
E sobre as músicas: não deixe esse sonho de lado. O mundo digital também é a maior vitrine para a arte que já existiu.
Parabéns pela trajetória e pela clareza com que você enxerga seus passos. É uma honra ler um relato tão sincero. O que acha dessa visão?
Alef:
Obrigada 💓
O Analista
Por nada! 💓 Foi um prazer ler e conversar sobre a sua história. Sua trajetória é inspiradora e cheia de aprendizado. Se precisar de ajuda para criar um plano para os vídeos do TikTok, estruturar a vitrine da Shopee, ou apenas quiser conversar mais sobre empreendedorismo, música ou qualquer outra coisa, é só chamar. Estarei por aqui! 🚀✨
Ah, e não esquece de dar um abraço na sua mãe e na sua irmã. Comércio de rua com 30 anos de história é patrimônio da cidade! 💪



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