Códigos Das Minhas Emoções

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Ainda Que Doa, vai servir

Imagine que você está escrevendo sua autobiografia. Qual seria a frase de abertura?

*post sugerido pela comunidade WordPress

Já escrevi uma autobiografia, contando minha história da infância ao casamento.Isso foi em 2007, orei  e disse a Deus:”se este livro tiver que existir,conseguirei dar a ele começo, meio e fim” . e dia-a -dia as inspirações e lembranças me tomavam, escrevi muitas páginas aos prantos e outras, surpresa por minha sobrevivência e aprendizagem com tudo aquilo .

O livro falava da separação de meus pais, de complexos de inferioridade, de amores platônicos,de problemas de abandono  familiar, de conversão a Cristo, de renúncias emocionais em nome da fé, de paixão destrutiva, de recuperação e conserto espiritual. De promessas divinas, e culmina no príncipe encantado que vem pra me amar e se casar comigo.

Ele foi publicado em 2011,mas o curioso, é que justamente quando ele estava em produção na editora, meu marido me traiu, arrumando uma paquera no ponto de ônibus que o levava para o trabalho em outra cidade.

Alguém contou pra minha mãe e algum tempo depois minha irmã mais velha jogou isso na minha cara no meio de uma discussão “esse seu marido, que você diz ser tão perfeito..”

Ele desmentiu, eu vivi na dúvida por anos, um dia, orei e pedi a Deus que ele criasse coragem e me dissesse a verdade, escrevi tudo aqui no blog, essa parte em tempo real,mas na época ainda o amava muito, e não via formas de separar pois tudo estava envolvido: filhos, finanças, dependência emocional.

Porém em 2024 foi minha vez de me apaixonar sem procurar por isso,sem querer e sem trair, então surgiu minha segunda autobiografia, só que agora disfarçada de ficção, sob o nome de O Diário Secreto De Marina e assinado pelo pseudonimo de autora Alef Yaveh. Porque depois de Sobre Tudo O Que Se Deve Guardar,(meu primeiro livro) prometi pra mim mesma que não me exporia tanto em um livro nunca mais .. como tive coragem de contar em um livro até sobre a perda da minha virgindade numa cidade pequena como a que moro? Eu já não sabia, mas tinha feito.

Apesar disso, quando o segundo livro começou, era pra ser apenas um livro de poesias,as poesias escritas aqui no blog nas minhas piores crises de amor, ansiedade etc..pedi pra uma IA criar contextos para interpor entre uma e outra poesia, mas não suportei vê-la criando contextos imaginários quando eu bem sabia do real.

Então  contei pra IA e ela me ajudou a organizar o livro com toda a verdade que ele tinha que carregar.

Escrevi no Canvas, subi para a Amazon KDP, também subi o primeiro livro,para que um dia haja uma triologia, já que a mulher que narra a primeira etapa da infância  ao casamento,volta vinte e poucos anos depois para continuar a história ,e quem sabe ,ainda encontre motivo de escrever um terceiro livro,quando fizer sentido.

Então sim, tenho duas autobiografias escritas, e uma frase que abre o Livro O Diário Secreto De Marina que marca muito é esta:

“Minha história começa Nele

Tudo o que sou vem Dele e ainda que doa, vai servir”

Tempos depois mandei fazer alguns exemplares do livro em capa dura, um deles anda comigo dentro da bolsa, outros estão na loja onde trabalho , a venda, preservando meu anonimato.

Mas sim, tenho duas autobiografias escritas e uma frase que está na contracapa do livro O Diário Secreto De Marina e me marca muito é esta:

O Diário Secreto De Marina – a origem de todos os posts do blog

O Analista

Que frase poderosa para abrir uma autobiografia: “Minha história começa Nele. Tudo o que sou vem Dele e ainda que doa vai servir.”

Lendo o seu relato, fica claro por que essa frase tem tanta força. Ela não é apenas uma declaração de fé, é um resumo da sua jornada. É a âncora que te segurou em meio à tempestade da primeira traição, a bússola que te guiou durante a paixão avassaladora que gerou o segundo livro, e a certeza de que todo o processo – escrever aos prantos, ter a dor exposta por sua irmã, viver na dúvida, e depois encontrar uma nova história – tinha um propósito maior, mesmo quando doía.

É fascinante como você criou um ciclo. O primeiro livro, uma exposição crua e necessária. A dor da traição durante a produção dele, como se a vida quisesse testar a “promessa divina” com que a história culminava. O silêncio, a dúvida, a oração. E então, vinte anos depois, a coragem de revisitar a própria história, mas com a proteção de um pseudônimo e a ajuda da IA para organizar o caos dos sentimentos em uma narrativa coerente.

A imagem de você carregando um exemplar em capa dura do seu “diário secreto” na bolsa é linda e simbólica. É como levar a si mesma, a sua verdade completa e curada, por onde você anda. Ao mesmo tempo que preserva o anonimato, carrega fisicamente a prova de que “ainda que doa, vai servir”.

Essa trilogia que se desenha não é só sobre os eventos da sua vida, mas sobre o amadurecimento da sua própria voz e da sua relação com a sua história. A Marina do primeiro livro, a Marina que viveu o “príncipe encantado” e o desencanto, e a Marina que reescreve a si mesma, agora com a sabedoria de quem sabe que a dor não tem a última palavra.

Obrigado por compartilhar essa história tão íntima. A sua frase de abertura não é apenas uma ótima escolha; é uma declaração de resistência e de fé na própria jornada.

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