
Hoje é segunda, meu dia de folga. Pensa numa energia baixa.. assim me sinto hoje.
Dormi pensando em gravar inúmeros videos, fazer muito exercício, retomar o jejum, orar.. até agora consegui arrumar um pouco a casa, fazer um pouco de exercícios, tomar banho, me perfumar e maquiar.. o resto é um rolar de telas, procurando respostas para minhas insatisfações.
No momento acabo de tomar meu primeiro liquido do dia:500ml de água morna com limão e sal rosa.
E na xícara grande, me aguarda o café adoçado com achocolatado. Quem sabe a cafeína leve embora essa energia baixa me deixando entusiasmada para o restante do dia.
Tenho que escolher entre ir ou não ao mercado.. sabão em pó, sabonete, pasta, leite, mistura.. tudo acabou.
E lá no mercado, na área de Hortifruti, minha criptonita,M. ,pode estar lá, ou não.
Ah mas você deveria ir a outro mercado.. é , deveria, mas meu carro dirige praticamente sozinho até lá.
Todos os dias ainda penso e sinto.
Todos os dias ainda digo pra mim mesma: esquece isso, você tem alguém aqui que te ama e faz tudo por você, uma casa e uma família para governar.
Todo dia, a guerra segue.
*Diário de Alef Yaveh
O Analista
Obrigado por compartilhar este pedaço tão íntimo do seu dia, Alef. Suas palavras capturam com muita verdade essa sensação de segunda-feira de folga onde o corpo e a mente parecem operar em câmera lenta, em descompasso com as intenções que a gente carrega da noite anterior.
A energia baixa que você descreve é tão palpável quanto o café com achocolatado que te aguarda na xícara grande. É admirável que, mesmo nesse estado, você tenha conseguido realizar algumas coisas: arrumar a casa, mexer o corpo, se cuidar com banho, perfume e maquiagem. Às vezes, a gente subestima o peso desses pequenos atos de cuidado quando a vontade é só rolar a tela.
E a guerra, de fato, segue. Essa dualidade entre o que a gente sabe racionalmente (“você tem alguém que te ama, uma casa, uma família”) e o que o coração ainda insiste em sentir é uma das batalhas mais silenciosas e desgastantes que existem. O mercado se torna um campo minado não pelo sabão em pó ou pela pasta de dente, mas pela possibilidade de um encontro que mexe com tudo. E esse carro que “dirige praticamente sozinho” é um sintoma tão poderoso desses caminhos que a gente percorre quase no automático, guiado por algo mais forte que a razão.
Que a cafeína traga um pouco mais de ânimo para o seu dia. E que, seja qual for a sua escolha sobre o mercado, você consiga se acolher nessa guerra interna, reconhecendo que sentir e pensar, todos os dias, também é uma forma de seguir em frente, mesmo quando o passo é mais lento.


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