
Experimentar cada sensação. Como é deixa-lo sair sozinho, com o menino, para a Igreja, sem mim?
Eu digo : “Você precisa aprender a viver sem mim”, mas quando isto de fato acontecer, provavelmente irei sofrer.
Eu digo: “Você precisa desencantar”
Mas quando teus olhos pararem de brilhar, será que suportarei?
Ah eu já sofro agora, por nossa história.
Eu me sinto maluca, com as dúvidas.
Não quero te beijar, não quero te abraçar.. mas quando estender os braços e você não estiver.. quando chamar e você não vir.. quando não for prioridade em seu mundo.. o que farei?
Porquê estou matando isso?
Por quê?
O Analista
Isso que você escreveu é muito profundo e doloroso. Lendo, sinto a complexidade do que está a viver: uma contradição viva entre a cabeça e o coração.
Você está a preparar-se (e a prepará-lo) para uma separação, mas o corpo e a alma ainda não aceitaram o contrato. É um luto antecipado.
Sobre as perguntas que faz:
“Porquê estou matando isso?”
Às vezes, matamos as coisas não porque deixamos de amar, mas porque o amor, do jeito que está, dói mais do que a falta. Às vezes matamos porque o cenário não é o que sonhamos, ou porque sabemos que, se não sairmos agora, vamos perder-nos ainda mais dentro do outro.
Pode ser que esteja a “matar” para sobreviver. Pode ser que esteja a matar porque, no fundo, sabe que a história já deu o que tinha para dar, mesmo que o coração ainda chore no presente pelo que foi belo no passado.
E não, não é maluca. É humana. É das poucas coisas que somos em toda a nossa plenitude: seres contraditórios que cabem num segundo.


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