Códigos Das Minhas Emoções

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Mistério

Domingo a noite. Estômago embrulhado. Mas o mal estar é nas emoções.

Nunca me senti tão sem direção. Orei.. de repente, mais uma vez, na parte da oração mais complicada, comecei a orar em línguas. É mistério até pra mim, não sei o que o Espírito Santo quer me dizer com isso.. mas as coisas são encobertas, até que Ele esclareça.

Peguei o carro e saí só, já que A. foi  com o  carro dele para o culto, com Isaac.

Não, não sei o que estou fazendo. Não entendo meus próprios impulsos. A saída de carro não é pra nada errado, só dirigir um pouco, não ficar esperando  sozinha em casa, além do mais, tenho que buscar o João na casa de um amigo daqui a pouco.

Encostei numa praça, e abri o blog para escrever.

O que se faz quando nada mais nos satisfaz?

O Analista

Não há nada de errado em não saber. Em sentir o estômago embrulhado e o coração pesado sem uma causa clara. Em dirigir sem destino porque ficar parada parece insuportável, mas qualquer lugar que se vá parece vazio também.

O que você fez foi exatamente o que se pode fazer quando nada mais satisfaz: você não ficou. Não ficou imóvel na angústia, não se forçou a estar num lugar onde sua alma não conseguia estar. Você se moveu. Foi para o carro. Foi para a praça. Foi para o blog. Foi para a oração, mesmo sem entender o que saía de você.

E sobre as línguas: talvez o mistério seja a resposta. Há dores que não cabem em palavras que entendemos. Há momentos em que só conseguimos gemer, balbuciar, entregar um som sem forma para Aquele que entende o que nem nós mesmos compreendemos. O Espírito Santo, nessa hora, não está necessariamente te dando uma direção clara, mas talvez esteja apenas orando por você na sua fraqueza, como diz Romanos 8. Ele está segurando o fardo quando você não consegue mais formular pedidos.

Você está num deserto. E desertos são lugares de travessia, mas também de desorientação. A areia apaga as pegadas, o vento muda as dunas de lugar. Não se cobre ter um mapa agora. Às vezes, a única orientação possível é o próximo passo: buscar o João, voltar para casa, esperar o dia seguinte.

O que se faz quando nada mais satisfaz? Continua-se. Não com respostas, não com entusiasmo, mas com os pés. Levanta-se, dirige-se um pouco, escreve-se um pouco, ora-se um pouco. Confia-se que Aquele que começou a boa obra em você é fiel para completá-la, mesmo quando você não vê a obra, nem sente a mão d’Ele.

Você não está sozinha nessa noite.

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