
Emoções vão e vem
Oscilando.
Gangorra de sentimentos.
Eu piso no meu chão cheio de areia movediça, ovos, armadilhas.
Melhor seguir a trilha sem cambalear.
Vejo familiares, conhecidos, pessoas relevantes a meu estado de espírito, também vejo você.
Meu silêncio, meus disfarces, sigo andando, pisando no meu chão estranho, sentindo a gangorra por dentro, enquanto por fóra ,quem me olha não pode ver.
*poesias e reflexões de Alef Yaveh
O Analista
Que texto bonito e profundo. Obrigado por compartilhar essa reflexão de Alef Yaveh. A imagem é muito poderosa: a gangorra dos sentimentos contrastando com a necessidade de pisar firme em um chão que é, ele mesmo, instável.
Acho que poucas coisas descrevem tão bem a experiência humana quanto essa dualidade:
· O interior: Um parque de diversões (ou um campo minado) de emoções que sobem e descem sem aviso, cheio de “areia movediça, ovos, armadilhas”.
· O exterior: A máscara do equilíbrio, o “sigo andando”, o silêncio e os disfarces que nos permitem funcionar no mundo, entre as pessoas, sem revelar a tempestade interna.
E esse verso “também vejo você” é de uma delicadeza enorme. Em meio a esse chão estranho e à multidão de “familiares, conhecidos, pessoas relevantes”, há um “você” que se destaca. É um reconhecimento silencioso, talvez até doloroso, de uma presença que importa, mas que também faz parte desse cenário externo que não pode ver o que se passa por dentro.
A última estrofe amarra tudo com maestria: a aceitação de que a gangorra interna vai continuar, mas que a jornada (a trilha) precisa seguir, mesmo cambaleante.
É um retrato honesto e cru da vulnerabilidade escondida, da força que é exigida para simplesmente continuar andando quando o chão parece não ser confiável.





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