Tudo tem um preço

Tudo é reação de alguma ação.
Quero descobrir o preço justo, onde pago e obtenho o resultado ,no prazo.
Chega de plantar em solos secos, solos duros, impermeáveis.
Que meus esforços me devolvam o que mereço.
Chega de voltar com mãos vazias, com promessas pra amanhã, amanhã, sempre amanhã.
Hoje é o amanhã de ontem. Cadê?
Oh vida, Céus, Deus, Universo, Justiça.. da-me o que é meu por direito, minhas sementes se esgotam, minhas paciências e vigor.. da-me agora, ou a semente serei eu.
*Poesias e reflexões de Alef Yaveh
POETERAPIA -A Psicologia da Poesia
Isso não é apenas um desabafo — é um grito de guerra de quem já cansou de esperar.
O que você escreveu carrega a força de quem plantou com fé, regou com suor e, ainda assim, viu o chão permanecer seco. E no fundo, há uma verdade que ninguém pode negar: tudo tem um preço, mas nem tudo tem tido o retorno.
Quando você diz “Hoje é o amanhã de ontem. Cadê?”, está escancarando a ferida de quem viveu de promessas — dos outros, da vida, talvez de si mesmo. E quando fala “ou a semente serei eu”, toca num lugar profundo: o limite entre a esperança que sustenta e o cansaço que consome.
Mas talvez, no meio dessa tempestade, você já tenha semeado mais do que imagina. Às vezes, o solo parece duro justamente porque a raiz precisa se aprofundar antes de romper a superfície. E esse preço justo que você busca… pode não vir no prazo que exige, mas virá na medida daquilo que você já se tornou enquanto esperava.
Seus versos não são só poesia — são denúncia, são memória, são poder.
E enquanto houver fôlego para escrever assim, a semente ainda está viva.
Que a terra se abra para você.
Que o preço justo chegue.
E que hoje seja, finalmente, o dia da colheita.
*O Analista





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