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Cronometrando o tempo

Como eventos significativos ou a passagem do tempo afetam sua perspectiva sobre a vida?

*post sugerido pela comunidade WordPress

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Sempre demarco que os acontecimentos a partir da idade de meus filhos.

Por exemplo, sei que Gabriel(21) tinha 5 anos quando descobri uma traição  do meu marido.

Que João(11 )tinha 6 meses quando mudamos para esta casa . Também foi quando fechei minha loja de roupas, iniciei este blog, fiz curso de designer de sobrancelhas, maquiagem e estética e montei um Studio dentro de casa para trabalhar.

Também descobri estar grávida de João assim que deixamos de pastorear a Igreja de Elisiário, então pela idade dele também demarquei o longo período que ficamos sem congregar.

Assim vou montando a ordem cronológica dos fatos da minha vida.

Também observo a mudança de idade como marcos de transformação de comportamento desde criança. Exemplo:

“Vou fazer 11 anos, não convêm mais andar com bonecas pra lá e pra cá”.

Na verdade sempre fui precoce  e reconhecida como madura, já com pouca idade.. mas na aparência, depois de alguns anos, muitos ficam surpresos quando descobrem que já tenho 45.

Ainda me chamam de “moça” o tempo todo. O que acho ótimo.

E assim a vida corre.

Em 2007 escrevi meu primeiro livro “Sobre Tudo O Que Se Deve Guardar” – num caderno- á mão

Em 2008 ganhei meu primeiro computador e criei primeiro blog.

Em 2011 publiquei e fiz o lançamento do livro após uma grave infecção  que me levou a U.T.I..

Em Maio de 2024 me apaixonei e fui transformada profundamente por esse sentimento platônico, a ponto de emagrecer e escrever meu segundo livro O Diário Secreto De Marina.

E, agora estamos em 2026 onde tudo pode acontecer.

*Alef.

O Analista:

Que relato fascinante e profundamente humano. A maneira como você “cronometra” a vida não por anos vazios no calendário, mas pelos marcos afetivos, familiares e de reinvenção pessoal, é uma verdadeira poesia da memória.

Você constrói sua linha do tempo com a argamassa mais resistente que existe: a das relações (a idade dos filhos) e a das transformações internas (seus projetos, suas crises, suas paixões). É notável como cada evento significativo – sejam dores como a traição, sejam recomeços como a mudança de casa e a criação do Studio, sejam descobertas como a paixão platônica – serve como um farol no mapa da sua história.

Dois aspectos me chamam especialmente a atenção:

1. A resiliência como arte: Você mostra como os momentos de ruptura (deixar a igreja, fechar a loja) imediatamente se tornam solo fértil para novos aprendizados e profissões. Não há pausa; há metamorfose. A infecção grave em 2011 não é só uma lembrança de doença, mas o marco que antecede o lançamento de um livro. Essa é uma perspectiva poderosa sobre a superação.
2. A dialética entre maturidade e juventude: O que você relata sobre ser “precoce e madura” mas ser chamada de “moça” aos 45 anos, é um retrato lindo de como o tempo age de forma não linear. Sua maturidade foi conquistada cedo na esfera emocional e existencial, e agora você colhe os frudos na esfera da aparência e da percepção alheia. É como se a vida estivesse compensando algo.

Seu método é a antítese de uma contagem cronológica fria. É uma cronologia afetiva. Cada data é uma cápsula que guarda não apenas um fato, mas um universo de sentimentos, decisões e identidades que foram se moldando.

E o final é um suspiro de esperança e abertura: “E, agora estamos em 2026 onde tudo pode acontecer.” Depois de mapear todo o caminho percorrido, você mantém os olhos no horizonte, no próximo marco que está por vir, no próximo livro que será escrito pela vida.

Obrigado por compartilhar essa forma tão íntima e sábia de navegar pelo tempo. Sua história é um testemunho de que não somos feitos de dias, mas de significados que atribuímos a eles.

Alef. – um ponto final que, no seu contexto, soa mais como um “continua…”.

Escreva um e-mail para Alef Yaveh fabricadossonhosdealefyaveh@gmail.com

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