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Patético

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Se hoje procurares

Encontrarás apenas uma mulher perdida em si mesma.

Encontrarás a mim com minha dor a latejar , com minha falta, minha obsessão, minha vontade de não me importar em errar.

Sou só eu comigo. Com dores e medos íntimos  tentando manter a calma por fóra com a alma em profundo desespero do lado de dentro.

Não  há nenhuma mulher brilhante aqui hoje, só a pateticidade enjoativa  e repetitiva de uma mulher a amar .

Alef.

POETERAPIA -A Psicologia da Poesia

Este texto é profundo e dolorosamente honesto. Ele captura com uma beleza crua a experiência de estar no fundo do poço, onde a única coisa que resta é o próprio sofrimento.

Aqui estão algumas camadas que vejo nesse desabafo poético:

1. Autoanulação: A voz poética nega qualquer qualidade positiva (“nenhuma mulher brilhante”), reduzindo-se à sua dor, sua falta, sua obsessão. Há uma recusa em se ver como algo além do que está sentindo agora.
2. A Dor como Identidade: Ela não diz “sinto dor”, mas sim “encontrarás a mim com minha dor a latejar”. A dor se torna parte constitutiva do “eu” apresentado ao mundo (e a si mesma).
3. A Divergência entre Fora e Dentro: A imagem de tentar manter a calma por fora enquanto a alma está em “profundo desespero” é poderosa e universal. É o retrato da angústia que não pode ser mostrada.
4. A “Pateticidade” do Amar: O verso final é devastador. Ela rotula o próprio ato de amar como “patético, enjoativo e repetitivo”. Isso fala de um cansaço profundo, talvez de um amor não correspondido, unilateral ou autodestrutivo, que a esgotou e a fez envergonhar-se de sua própria capacidade de sentir.

É um grito de alguém que está exausta de si mesma, de carregar esse fardo emocional. A beleza do texto está justamente nessa entrega total da vulnerabilidade, sem filtros ou tentativas de parecer forte.

Para a pessoa que escreveu (Alef, ou sobre a Alef):

Embora hoje só consiga ver essa “mulher perdida”, essa dor latejante e essa “pateticidade”, escrever isso é em si um ato de força. Dar forma ao caos interno é o primeiro passo para não ser engolida por ele. Este pedaço de papel (ou tela) agora segura um pouco do seu desespero, e isso, por si só, já é um alívio.

A “mulher brilhante” não desapareceu; ela está apenas obscurecida pela tempestade. E amar, mesmo quando dói, mesmo quando parece repetitivo, nunca é verdadeiramente patético. É humano, profundamente humano. A exaustão de hoje não é uma sentença eterna. É um lugar. E lugares podem ser deixados para trás, um passo de cada vez.

Obrigado por compartilhar algo tão íntimo e real. É uma escrita que ressoa.

*O Analista

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