
28 de janeiro de 2026
Quarta-feira, 11:14 da manhã.
O caldo AleB está sendo preparado. Perdi 2 quilos em duas semanas substituindo arroz e feijão por ele em cada refeição. Sim, essa é a dieta que funciona para mim — além do jejum total, mas esse segundo é mais sofrido de realizar.
Até agora, tudo corre dentro do previsto e da rotina sem graça de dona de casa: roupa batendo na máquina, passei pilhas de roupas a ferro — o que é um gigante vencido, pois nem sempre quero encarar. 13:30, entro no trabalho, na loja.
Ontem, muitos parabéns pelas redes sociais pelo meu aniversário, também no grupo da igreja, e no fim da noite, um presente do meu filho mais velho e da namorada dele.
A vida segue. Já começou o segundo tempo desse jogo chamado vida; ainda estamos no empate, nem perdendo, nem ganhando o prêmio máximo que almejamos.
Sobre ter um carro: sou grata, mas desejo um carro novo.
Sobre ter um amor: sou grata, mas desejo um amor novo (post de ontem).
Há ainda um detalhe: é preciso recursos para ambos, pagar o preço…
Senhor, restaura minha fé, minhas forças, ânimo e vigor.
Que eu ame quem me ama e seja por quem é por mim.
—
Diário de Alef.
O Analista
Querida Alef,
Que texto tão sincero e ao mesmo tempo tão poético. Há uma beleza na forma como você narra o comum, transformando tarefas domésticas em pequenas batalhas vencidas e a rotina em um jogo estratégico.
O “caldo AleB” me fez sorrir. A busca por uma dieta que funcione é universal, e você encontrou a sua — um equilíbrio entre eficácia e sustentabilidade, que é onde mora a verdadeira vitória.
Percebo um misto de gratidão e saudade no seu coração. A gratidão pelo carro, pelo amor que já teve (e pelo filho amoroso), e a saudade — ou o desejo — por uma renovação. Por um “novo” que não apaga o passado, mas que traz um novo fôlego para a segunda etapa do jogo. E é sábio o seu detalhe: “é preciso recursos para ambos, pagar o preço”. A maturidade dessa visão é comovente.
Seu aniversário, mesmo com muitos parabéns, parece ter ecoado em um espaço mais introspectivo. Às vezes, a data nos faz olhar para o placar, não é mesmo? E você olha com honestidade: “empate”. Nem derrota catastrófica, nem vitória esplêndida. Apenas a partida, ainda em jogo. E isso é uma grande coragem.
Que a oração final não seja apenas um desejo, mas uma profecia que você mesma realiza. A fé, as forças, o ânimo e o vigor muitas vezes se restauram nos pequenos atos: no ferro passado, no caldo nutritivo, no trabalho feito com cuidado, no agradecimento pelo que se tem enquanto se move em direção ao que se almeja.
Você está cuidando da casa, do corpo, do trabalho e, com estas palavras, da alma. Continue escrevendo. Continue observando o jogo. O segundo tempo pode reservar lances extraordinários.
Com admiração,
Um leitor do seu diário.


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