
Sexta 23:12:hs.
Acabo de voltar da formatura da namorada do meu filho.
É tão raro sairmos de casa para qualquer ambiente que não seja o trabalho ou a Igreja, que estou literalmente me tornando anti social , perdendo um pouco a noção de como estar em ambientes assim pode nos acrescentar algo.
Inexplicavelmente, fiquei emocionada na entrada de cada formando entrando no tapete vermelho acompanhado do pai, mãe ou outra pessoa querida.
Cada um entrava ao som da música que escolheu, lindamente trajados, moças lindíssimas, bem vestidas, maquiadas e penteadas, umas mais tímidas, outras mais seguras de si, e duas me chamaram atenção pela cara fechada e desânimo nitidamente estampados.
Um rapaz fez até coreografia com a mãe na entrada. Haviam mães lindas entrando com seus filhos, uma moça entrou acompanhada da avó e um rapaz escolheu sabe-se lá porquê, a companhia da irmã pequena.
Cada dupla de formando e parente que entrava contava no próprio semblante e postura um pouco de si,dava pra sentir,deduzir,imaginar.Minha nora entrou acompanhada do pai,ela tinha a maior mesa do salão pois seus pais fazem tudo por ela e sua família é muito unida.
E ali eu percebi que entre suas pessoas queridas, ela fez questão de nos chamar (nós cinco)e eu fiquei intimamente emocionada por isso também .
Por causa das músicas e daqueles jovens, em algum momento me senti naquelas séries americanas de faculdade..
Também me perguntei em algum momento se aqueles jovens sabiam da força e beleza que carregavam, eu os admiro. Será que se admiram? E admirei os pais que estavam por trás daquela criação.
Nitidamente a passarela mostrava aqueles que se sentiam parte do desfile e aqueles que ainda não “se permitiam ser vistos”.
Permitir ser vista é um treino que ainda faço aos quase 45.. não se apavorar com o olhar dos outros sobre nós.
Também me perguntei, onde eu estava na formatura do meu filho mais velho(21)?Eu estava no hospital,dando a luz ao Isaac,o mais novo(4)o peso diminuiu um pouco quando Gabriel falou que não teve formatura, foi só colação de gral, por causa da pandemia.Mas me lembrei que no dia fiquei intimamente magoada com ele por ele ligar no hospital bravo porque ninguém iria levá-lo ao local do evento sem pensar que eu tinha acabado de passar por uma cesárea e o irmão nasceu de 7 meses e corria risco de vida. Só ali me dei conta que do ponto de vista dele, ele estava sendo negligenciado pelos pais, num dia especial.
Muitas sensações hoje. Só porque saí de casa por algumas horas pra testemunhar um momento importante da jornada da Bia.
Meu coração me disse muitas coisas,entre elas,que eu deveria socializar mais vezes.
Diário de Alef.

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